Rio de Janeiro, 16 de janeiro, 2022 - Edição nº 1.256
 
 


Colunistas

Francisco Simões
QUANDO O PASSADO VOLTA AO NOSSO ENCONTRO
Quem me lê habitualmente sabe que eu gosto muito mais de escrever sobre o amor, sobre a vida e suas emoções, contar histórias geralmente verdadeiras, render pleitos a amigos com muita justiça, etc. O que menos me agrada é escrever sobre política, todavia não fujo da responsabilidade quando é necessário.

Ronaldo Werneck
O MORRO DESCE A ENCOSTA SOBRE A TRISTE OURO PRETO
Há exatos treze anos eu escrevia um poema sobre Ouro Preto, tendo como epígrafe um daqueles alexandrinos perfeitos de Bilac: “Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove”. Falava da chuva que caía incessantemente, “chove/ sobre a casa dos contos/ sobre o ouro dos pretos/ a cântaros chove/ sobre o barro e o...”

Carlos Trigueiro
Arrastão de anotações cariocas
Sou carioca do Rio Comprido, peladeiro dos beirais nos morros fronteiriços ao bairro de Santa Tereza, nos terrenos da antiga "Chácara Carrazedo" e do "Clube Alemão 1909" no ziguezague de ladeiras da rua Santa Alexandrina, onde, projetado pelo Governo Carlos Lacerda, foi construído, nos anos 1962/1967, o Túnel Rebouças.

Pedro Franco
A meritocracia

E até no Prêmio Nobel se vê preferências por fatores políticos, que não o mérito literário e para exemplo se pode citar a Literatura Brasileira, que não alcançou o Nobel de Literatura e há muitos exemplos de literatos patrícios, que mereceriam o cobiçado laurel por mérito. Laurel é dose! E não vale citar Saramago e nem discuto seu mérito, só que é lusófono, não é...

Enéas Athanázio
BALLARDIANAS
Nascido em Shanghai, na China, embora filho de pais ingleses, J. G. Ballard (James Graham - 1930/2009), foi uma figura singular e única na literatura inglesa. Tal foi sua influência que ensejou a expressão “ballardiano”, segundo os críticos “uma categoria essencial ao entendimento do mundo pós-moderno.”

Antonio Nahud
A INTIMIDADE SEGUNDO ANDRÉ TÉCHINÉ
Desde os anos 80, ele se revela um irrepreensível estudioso das relações amorosas. São dele “Hotel das Américas”, “Rendez-Vous” e “Rosas Selvagens”, excelentes melodramas feitos de imagens inesquecíveis. Depois de “Alice e Martin”, o cinema de Techiné, fundamental, por vezes ríspido, sempre de matriz clássica, perdeu um pouco de sua força.

Viegas Fernandes
Enquanto Godot não chega...

...cai-me à mesa uma edição antiga do caderno de Cultura do Zero Hora, de 21 de novembro de 2009. Na capa, Itálico Marcon. Nunca tinha ouvido falar! Segundo Luiz Antônio Araujo, o autor da reportagem, Marcon é (ou era, haja visto os últimos eventos) o segundo maior bibliófilo do Brasil.

Frei Betto
FELIZ ANO NOVO
Quero um Ano Novo onde, se Deus quiser, todas as crianças, ao ligarem seus apetrechos eletrônicos, recebam um banho de Mozart, Pixinguinha e Noel Rosa; aprendam a diferença entre impressionistas e expressionistas; vejam espetáculos que reconstituem a Balaiada, a Confederação do Equador e a...

Affonso Romano
Velho olhando o mar
Meu carro para numa esquina da praia de Copacabana às 9h30 e vejo um velho vestido de branco numa cadeira de rodas olhando o mar à distância. Por ele passam pernas portentosas, reluzentes cabeleiras adolescentes e os bíceps de jovens surfistas. Mas ele permanece sentado olhando o mar à distância.