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Volto a assunto pessoal |
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Sim e em nova crônica. Meu amigo Artur da Távola dizia
que a crônica era difícil de fazer e fácil de ler. Em regra é fácil de fazer.
Logicamente há crônicas notáveis e cito Ai de ti Copacabana, de Rubem Braga.
Foi fácil fazer? Lamentavelmente, não se pode fazer a pergunta ao autor. E há
dias em que a crônica emperra. Para quem tem crônicas de encomenda, sempre
aconselho, a ter um baú de crônicas. A TV tá chata, desliga e vai escrever
crônica, talvez sobre os programas da TV. Voltando ao amigo A. da Távola;
nunca nos vimos, fomos amigos. Durante 27 anos. Muitas cartas manuscritas
trocadas e fiz livro em ótima Editora, coloquei cartas “fac-smile”, contei
nossa amizade e em 27 anos nunca nos vimos. Parece conto da carochinha e o
livro "Meu amigo Artur da Távola" honestamente passou em brancas nuvens e aqui
brancas é ruim. Cartas e cartas, amizade firmada e nunca apertamos mãos. Se
duvida, ainda se vende o livro na Estante Virtual. Távola foi excelente
cronista, e se o livro foi esnobado, teve pouca vida literária, não foi por
culpa do homenageado e sim minha culpa, máxima culpa, pois a edição foi ótima,
mas quem vende livro é o autor, se passou despercebido e concorri a muitos
concursos e nada de menção. Minha culpa, minha máxima culpa. Engato assunto em
outro. Há meses o ótimo cronista Joaquim Ferreira dos Santos, em crônica no O
Globo, reclamou da pouca menção, que se faz a Artur da Távola. Concordei e
logo lhe mandei o livro “Meu amigo Artur da Távola”. Mandei, via ECT, para O
Globo e houve devolução. E há mais de ano tento saber um endereço, para mandar
a um mestre da crônica, o livro homenagem a outro mestre da crônica. Será que
algum leitor pode me ajudar? Leitoras, nego-me a colocar a entre aspas. De
saída vai mea culpa em relação ao livro. O de minha autoria, que o mestre
Távola tinha aplaudido, coloquei no livro, ainda que o referido livro, além de
muitas crônicas do Mestre Távola, mostre entrevistas dele e até verso. Quando
Senador, criou a Revista Contato. Pediu colaboração e publiquei na mesma por
duas vezes e também estas colaborações aparecem no livro. Então danei a
homenagem com um quase elogio em boca própria, que é vitupério. Talvez meus
defeitos estejam patentes por deslustrar o texto com um vitupério. Toda a
crônica, que se presa, tem um fim. Mestre Artur da Távola, acredite, minha
intenção no livro era homenagem e agora, aos 91 anos, é hora, Mestre, de
apresentar desculpas. O tiro saiu pela culatra.
- Comentários sobre os textos podem ser enviados ao autor, no email
pdaf35@gmail.com
Pedro Franco é médico cardiologista, Professor Emérito UNIRIO. 634
prêmios literários, sendo 25 fora do Brasil; 28 livros publicados/ Em Medicina,
105 publicações. E bisavô. contista, cronista, autor teatral.
Conheça um pouco mais de Pedro Franco
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Direção e editoria Irene
Serra

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