Ervas Aromáticas
Algumas ervas para se ter em casa
Alecrim:
Muito recomendado no tempero de carnes (carneiro, porco).
Por tem um sabor doce e cheiro estimulante, podemos utilizá-lo na decoração
de pratos.
Estimula o funcionamento do fígado, auxilia a circulação
sanguínea, é antioxidante, combate o cansaço físico e mental.
É uma
planta que gosta de luz e de clima seco. Não coloque esta erva aromática em
locais muito escuros. Precisa de pouca água para sobreviver. As regas devem
ser escassas, sem encharcamento e, para garantir a sua floração,
recomenda-se abrigar a planta contra ventos fortes.
Nos meses frios
coloque-o no interior, em local quente este beneficia se o transplantar para
o jardim. Nunca mantenha o alecrim abaixo dos 6°C.
Entre o alecrim podem
ser cultivadas outras plantas de menor tamanho, com as mesmas condições de
rega.
Cebolinha:
Usada para aromatizar sopas, vinagretes,
molhos, carnes, peixes, omeletes. Tem sabor picante, pode substituir o sal.
Contem vitaminas A e C e deve ser adicionada ao prato no momento de servir.
É antioxidante, ajuda na digestão, na circulação sanguínea.
Suporta
temperaturas baixas e altas e flutuações de temperatura, mas nunca
inferiores a 5°C e superiores a 25°C.
Na primavera e no verão, é
aconselhável que a cebolinha seja regada várias vezes e pouca quantidade de
água (praticamente todos os dias).
A colheita deve ser moderada, uma vez
que a sua folhagem é frágil e enfraquece facilmente. Não corte o superior a
1/3 das folhas.
As folhas amarelas nas plantas podem aparecer devido à
falta de luz, ou somente de causa natural - a folha interna pode receber uma
ou duas folhas amarelas.
Use uma tesoura para cortar as folhas do vaso, e
na preparação substitua a faca pela tesoura.
Coentro:
É um
excelente tempero para aves, peixes, saladas, carne de porco.
É
anti-inflamatório e antibacteriano, combate a fadiga e alguns tipos de
enxaqueca.
É a erva que precisa de mais cuidados, pois é bastante
sensível.
Regue com pouca água, muitas vezes, sempre que a superfície do
composto estiver seca. Coloque-a num lugar quente.
No interior, o seu
crescimento é limitado e leva algum tempo. Para um sucesso garantido,
transplante-o para o jardim durante os meses de calor.
Dill ou Endro:

Muito usada em arroz, saladas e em peixes. Tem um sabor suave e
agradável.
Acredita-se que essa erva aumente a força física.
Facilita
a digestão, é indicada para problemas de insônia, soluços, diarreias, para
distúrbios respiratórios e também menstruais.
Estragão:
É uma erva aromática valorizada na culinária, especialmente a francesa, por
seu sabor de alcaçuz, adocicado e anisado, com notas de pimenta e baunilha,
diferente de outras ervas. É essencial em molhos como o Béarnaise e para
temperar peixes, ovos e frangos, vinagres e azeites
aromatizados, manteigas compostas
.
É uma planta perene de fácil
cultivo, que prefere sol e solo bem drenado, e é conhecida como erva-dragão
devido ao formato de suas raízes, com variedades como a francesa e a russa.
Para se desenvolver, precisa de sol
pleno ou meia-sombra, solo rico em matéria orgânica e bem drenado, rega
regular.
Auxilia na má
digestão e gases intestinais; alivia cólicas menstruais e
regula o ciclo. É anti-nflamatório, antioxidante, anticatarral, para
insônia, mau-hálito e inflamações.
Hortelã:

É usada para temperar saladas, legumes, sopas, peixes,
carnes de carneiro e porco.
É uma erva descongestionante, sua infusão é
ótima para gripes; evita a azia e a má digestão. Suas folhas fornecem
vitaminas A, B, C além de cálcio, fósforo, ferro e potássio.
É uma planta
resistente a altas e a baixas temperaturas, mas não tolera geadas. É
recomendável manter a temperatura acima dos 10°C de modo a garantir sua
vitalidade.
De um corte nascem várias ramificações. As folhas pretas ou
amarelas que aparecem na base da hortelã (menta) são naturais, visto que
existe uma falta de luz no centro da planta a partir de uma certa altura.
Cresce melhor em condições úmidas.
Pode ser cultivada no exterior com
sucesso, de preferência em um vaso, mantendo o composto úmido ao toque.
Conforme o seu crescimento, remova as folhas mais altas e talos, para que a
luz chegue às outras folhas em crescimento.
Manjericão:

É
muito utilizado na culinária italiana. É um ingrediente imprescindível na
preparação de pizzas, carnes, molhos de tomate, em peixes, sopas, massas e
saladas.
Combate as cólicas intestinais, diarreias, vômitos, ativa os
rins, alivia o ardor ao urinar, alivia a tosse, a rouquidão, as dores de
garganta.
É uma planta muito sensível, sendo que apenas ao beliscar uma
folha irá criar uma contusão (ficará preta) no prazo de 10 minutos.
Simultaneamente, não gostam de mudanças extremas de temperatura, nem de
temperaturas muito baixas, o mínimo devem ser 12ºC.
A melhor maneira para
cuidar do manjericão é regar apenas quando este começar a murchar. A planta
rapidamente assume o seu aspecto, aumentando o teor de óleos essenciais
produzidos, o que melhora o sabor.
Coloque-a num local quente e com
bastante luminosidade.
O seu aroma afasta moscas e mosquitos.
Manjerona:

A manjerona é uma erva
aromática originária da região do Mediterrâneo, especialmente da Turquia,
Chipre e Grécia. Cultivada há milhares de anos, esta planta pertence à
família do orégano, com o qual é frequentemente confundida. Historicamente,
era considerada um símbolo de felicidade pelos antigos gregos e romanos, que
a utilizavam em cerimônias e rituais, é
considerada afrodisíaca.
Na culinária, pode ser usada no tempero de carnes, molhos, sopas,
azeite, óleo, vinagre, nos pratos à base de queijo, omeletes.
Em uso
medicinal, ajuda a reduzir sintomas de ansiedade
e estresse, auxilia no tratamento de problemas respiratórios, tem
efeito
analgésico para dores de cabeça e musculares, contribui para melhorar a
qualidade do sono.
Orégano:

É usado em saladas, molhos
de tomate, carnes, peixes, massas, guisados e pizzas.
Apresenta um sabor
forte e fornece óleo essencial e vitamina C.
O orégano é rico em
antioxidantes (como carvacrol e timol) e nutrientes, oferecendo benefícios
como ação anti-inflamatória, antimicrobiana (contra bactérias e fungos) e
digestiva, auxiliando no relaxamento muscular, alívio de gases, melhora da
imunidade, controle de glicose e até prevenção de doenças crônicas. É
antioxidante.
Estimula as funções gástricas,
enjoos, arrotos, estomatites, é diuréticos expectorante, e ameniza dores.
Salsa:

É uma erva usada no preparo de carnes, aves, peixes,
sopas, molhos, cremes, legumes, pratos de ovos e de queijo. Aromatiza bem
vinagretes e molhos de iogurte. Deve ser adicionar no momento de servir.
É diurética, alivia os sintomas de bronquite, da asma, das cólicas
menstruais, na formação de gazes, e no tratamento de cálculos renais.
O
cultivo da salsa faz-se há mais de trezentos anos, sendo uma das plantas
aromáticas mais populares da gastronomia mundial. Subsiste tanto no verão
como no inverno, suportando bem as flutuações de temperatura. Gosta de uma
irrigação razoável, portanto, veja sempre se o composto está úmido.
Ela
pode ser suscetível a pragas. Colocar cebolinha ao seu lado pode ajudar na
prevenção das mesmas. A salsa gosta da companhia do espargo e do tomate.
Sálvia:

É usada no preparo de sopas, feijão, molhos de tomate,
com queijos, batatas, no tempero de carnes e em marinadas.
É
anti-inflamatória, reduz flatulências e é anticarcinogênica.
A sálvia (ou
salva) prefere locais temperados e ensolarados, no entanto é bastante
resistente ao frio e até a geadas. Tolera a secura, apenas necessita de
regas controladas (quando o seu composto estiver bastante seco), sendo que
não carece de muita água. Quando na presença de excesso de água no solo, as
suas raízes tendem a apodrecer rapidamente, levando à morte súbita da
planta. Suporta temperaturas entre os 3°C e os 23°C
Produz folhas todo o
ano.
O seu cultivo na horta, juntamente com outras espécies, repele uma
série de pragas, entre as quais a borboleta-branca da couve.
Necessita de
ser podada periodicamente de forma a prevenir o envelhecimento precoce e
estimular novos rebentos.
As folhas da sálvia devem ser colhidas logo no
início da floração da planta, devendo-se fazê-lo nos horários mais frescos
do dia.
Tomilho:

É usado no preparo de aves, molhos,
saladas, sopas e é um ótimo substituto do sal.
É digestivo,
anti-inflamatório, expectorante, ajuda a limpar as vias respiratórias. Tem o
odor parecido com a hortelã, contem vitaminas do complexo B, vitamina C e
também magnésio.
Plantando as ervas
É recomendado usar uma mistura de terra comum, adubo orgânico, e areia lavada
nos vasos: Coloque no fundo do vaso ou da sua jardineira uma camada de
cascalho para assegurar a drenagem antes de colocar a terra.
O solo
adequado para plantar as ervas deve ser fofo, leve e poroso. Precisa ser
arejado e drenado, para poder facilitar a circulação da água e do ar. Também
precisamos misturar areia e matéria orgânica à terra comum do jardim.
Podemos plantar vários tipos de ervas no mesmo vaso, basta observar as
características semelhantes. Saiba que algumas ervas podem ser semeadas
direto no vaso ou no jardim, no local definitivo, mas tem as que precisam
ser semeadas em sementeiras, onde forma a muda que depois será
transplantada.
Procure usar sementes de qualidade que tenha grande poder
germinativo. Com os vasos semeados, precisamos cuidar, regar com frequência
e de acordo com as necessidades das ervas, também precisamos adubar,
observar a posição do sol tanto de manhã como de tarde, e ainda precisamos
ter o cuidado de limpar, observar se não tem pragas, se necessário mudar a
posição dos vasos, e também observar o desenvolvimento das plantinhas.
Você pode organizar os vasos colocando-os juntos e inclua vasos de plantas
ornamentais para mudar o aspecto do seu jardim. Você também pode multiplicar
suas ervas por meio de estacas de caule ou por touceiras, para isto procure
uma planta-mãe sadia, que não tenha pragas ou doenças.
Cuidando
Se comprá-las em vasinhos, retire do saco que as envolve, retire as
possíveis folhas danificadas e coloque sobre uma base no parapeito da sua
janela, longe de correntes de ar. Se possível, num local com luz, e com
poucas horas de sol direto.
O local ideal deve ser um lugar soalheiro,
mas sem sol direto, nem correntes de ar. Aconselhamos o parapeito da sua
janela da cozinha, uma forma de tornar a sua cozinha mais agradável e ao
mesmo tempo o ideal para a sua planta.
Ao fim de 2 a 3 semanas é
aconselhável mudar a sua planta para um vaso maior, para que as raízes
possam ter espaço para ser possível o seu crescimento saudável.
As ervas
podem ser cortadas sempre que necessitar, pois ela voltarão a emitir novos
rebentos, desde que deixe sempre algumas folhas. Aconselhamos que corte-as à
mão, se possível.
Se a sua planta começar a produzir mais rebentos do que
você está gastando no preparo dos alimentos, poderá congelá-la para uso
futuro ou fazer vasinhos para presentear. É um presente que todos vão
adorar!
Para regar
A maior parte dos condimentos pode ser
prejudicada pelo exagero de água, por isso é melhor regar suas plantinhas
somente quando estiverem secas. Regue apenas para umedecer a terra. Nas
sementeiras a água serve apenas para a semente germinar. Muitas plantas
morrem por causa do excesso de água ou por sua falta.
Em primeiro lugar,
devemos ter em conta a época do ano. É muito diferente a rega que a sua
planta precisa no Inverno da que precisa no verão. Por exemplo, se para a
sua planta estar saudável no verão for necessário regar uma vez ao dia, no
Inverno poderá regar uma vez por semana.
Procure conhecer as plantas.
Cada variedade necessita de quantidades de rega diferentes; por exemplo, os
coentros necessitam de pouca rega, mas frequente, enquanto a salsa necessita
de bastante água frequentemente e o tomilho aguenta pouca rega.
Um
conselho comum a todas as ervas é nunca regá-las por cima, colocar sempre a
água na base de um pires/prato.
Regue muitas vezes com pouca água e
sempre a partir da base, deixando a planta absorver a água, não deixe sempre
água parada base. Só volte a regar quando a planta necessitar - verifique se
o solo está ou não seco antes de regar.
Colhendo as ervas
Colher regularmente ervas aromáticas ajuda a manter as plantas produtivas e
saudáveis. No entanto, existem maneiras corretas de colhê-las. Comece por
observar como elas crescem!
As plantas aromáticas, em geral, crescem de
duas maneiras: ou produzem folhas ao longo do caule (tomilho, hortelã,
poejo, louro), ou lançam folhas/caules a partir de uma base ou coroa
(cebolinha, salsa, coentro).
As plantas que produzem folhas ao longo do
caule deverão ser colhidas cortando apenas a folha e não o caule. Dê um
beliscão.
As plantas de coroa deverão ser cortadas pela base utilizando
uma tesoura ou faca – tal como uma poda em pequena escala. Desta forma a
plantas produzirão mais e durarão mais tempo.
Melhor época para
colher
No caso de folhas suculentas, como o manjericão, colha antes
de se terem formado flores, pois uma vez iniciado este processo, toda a
energia da planta se concentrará em produzir flores e sementes, tornando as
folhas duras e amargas.
Apanhe toda a salsa antes de começar a dar
sementes, pois depois disso já não produzirá mais folhas.
Para as plantas
perenes como a sálvia, corte as flores e faça a poda no final do verão, para
ter uma segunda remessa de folhas que durarão suculentas todo o outono e
inverno.

Azeite aromatizado com as ervas, para usar no arroz, croutons,
temperos, torradas...
Ingredientes:
- 500ml de azeite
- 6
dentes de alho (esmagados e com a pele)
- 2 a 3 folhas de louro
- 2
ramos de salsa
- 6 folhas de salva
- 2 raminhos de alecrim
Modo
de preparar:
Numa panela pequena, coloque o azeite, junte o alho e
ligue o fogo.
Quando os alhos subirem, desligue o fogo (não deixe
ferver!).
Junte as ervas aromáticas e deixe esfriar.
Tire suas dúvidas sobre nutrição! Diga-nos o que gostaria de saber!

Direção e Editoria
Irene Serra
