
Os gregos temiam Morfeu, o deus dos sonhos, porque
acreditavam que toda noite, ao adormecer, a divindade poderia
atormentá-los enviando pesadelos aterrorizantes. A ciência, porém,
está conseguindo provar que o sono é um bom professor. Ele organiza
as ideias, ensina a mente a resolver problemas e nos faz aprender o
que toda a concentração de um dia inteiro de vigília é incapaz de
conseguir.
"Enquanto dormimos, nosso cérebro conecta dados
que acabou de guardar com outros acumulados no decorrer dos anos",
afirmou o neurologista Robert Stickgold, da Universidade Harvard,
nos Estados Unidos. "Com essa rede de informações somos capazes de
achar desfecho para situações que, quando estamos acordados, parecem
problemas insolúveis. O sono expande os caminhos para a comunicação
entre as regiões do cérebro".
Trocando em miúdos, Stickgold
quer dizer que virar a noite estudando é uma tremenda besteira. Todo
esforço se transforma em desperdício se as horas debruçado sobre os
livros não forem seguidas de uma boa e longa noite de sono. Durante
o período noturno de repouso, o conhecimento adquirido no decorrer
do dia é revisto pelo cérebro e armazenado na forma de memória
permanente. Portanto, só aprende quem dorme bem.