
O envelhecimento populacional acelerado fará com que, em 15 anos, o
Brasil tenha uma base de idosos de aproximadamente 55 a 60 milhões,
com uma estrutura etária madura e uma pirâmide populacional
invertida em relação a décadas anteriores.
O percentual, que em
2023 era de cerca de 15%, deve dobrar nas próximas décadas,
aproximando-se de 30% até 2050.
Com os avanços no
diagnóstico e tratamento do câncer e das doenças do coração, a
osteoporose se destaca como um mal silencioso que deve ser prevenido
já a partir dos 40 anos, principalmente pelas mulheres.
De acordo com a Dra. Maria Cecília Anauate, médica
reumatologista de São Paulo, algumas das
importantes recomendações para se preservar a saúde a partir da
meia-idade são bastante úteis também na prevenção da osteoporose, como a
prática regular de exercícios físicos e a adoção de uma alimentação
balanceada.
“A atividade física regular eleva a densidade mineral
óssea e diminui o risco de fraturas. Durante os exercícios, enquanto os
músculos estão sendo contraídos, ocorrem também estímulos à formação
óssea”, diz a médica. No idoso, os exercícios físicos não só reduzem a
perda de massa óssea, como também auxiliam na prevenção de quedas, já
que melhoram o equilíbrio, o padrão da marcha e a consciência espacial.
“Os exercícios de impacto e de fortalecimento muscular apresentam
resultados mais positivos e devem ser realizados durante 30 minutos,
pelo menos três vezes por semana.”br>
AA adoção de uma dieta
balanceada também contribui para a manutenção e a renovação do tecido
ósseo. “Uma dieta ótima para prevenção e tratamento da osteoporose deve
incluir ingestão adequada de calorias, cálcio e vitamina D. Todas as
mulheres na pós-menopausa, por exemplo, devem consumir em torno de 1000
mg a 1500 mg de cálcio ao dia. De maneira simplificada, um iogurte
desnatado, um copo de leite, uma fatia e meia de queijo contêm cerca de
300 mg de cálcio cada. A suplementação de vitamina D também é
recomendada, sendo muito importante a exposição regular ao sol para a
síntese da vitamina D no organismo”, diz a especialista.
A
densitometria óssea continua sendo o método padrão-ouro para avaliar
riscos de fratura. Cerca de 70% dos fatores de risco para osteoporose
são fortemente influenciados pela genética. Mas os outros 30% estão
relacionados a fatores ambientais e estilo de vida, podendo ser
modificados. “Como a doença é mais frequente em mulheres do que em
homens, a população feminina pós-menopausa deve ser investigada sobre a
existência de outros fatores de risco e situações que podem ser
responsáveis por uma osteoporose secundária, como o uso de medicamentos
corticóides, anticoagulantes, anticonvulsivantes, além de tabagismo,
alcoolismo, risco elevado de quedas e sedentarismo”, alerta a
reumatologista Dra. Maria Cecília Anauate.