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Beco das garrafas |
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Não é comum ruas terem apelidos e eis que a Rua
Duvivier ganha um, Beco das Garrafas. Título merecido e dos apartamentos
choviam garrafas, que visavam calar os que pediam chaves às moças dadivosas da
rua, para que pudessem subir aos apartamentos para... – Joga a chave, meu
amor! Só que, os que querem dormir, o joga a chave acordavam e tentavam calar
os fregueses da luxúria com garrafas atiradas. Ficou o apelido, mas não chovem
mais garrafas. Amigo, que a frequentou, disse que o tal de joga a chave meu
amor é fictício. Garrafas eram jogadas, porque os boêmios, frequentadores dos
bares, ao saírem e já com boa calibragem alcoólica, faziam muito barulho e
garrafas eram jogadas, para afugentá-los. Mas prefiro a versão joga chave,
meu amor, parece-me mais carioca. Nesta rua histórica ainda há bares e com boa
música. No Beco, Elis Regina começou no Little Club, e este fato já marca a rua.
Se a memória não falha, a Pimentinha começou no Botles. E só este início de
carreira dignifica a rua, onde a música continua e já várias vezes, em
sábados, estive lá e logo afirmo que não fui pedir chaves, o que seria
ridículo com meus 91 anos. Seria lamentavelmente ridículo. E por que vou à rua
Duvivier, que não mais é Beco das Garrafas? Vou, ocasionalmente, ver a Trupe
Limousine tocar lá. Se não conhece a Trupe e gosta de música e boa, precisa ir
ao Beco. Vai fazer propaganda aqui? Vou e os que forem ouvir a Trupe Limousine
tocar, aos sábados, uma vez por mês, agradecerão, se gostam de boa música e
até Mestre Artur da Távola elogiosamente comentou a banda e AT entendia de
música. Elogiei a trupe, mas vou logo reclamar. Nunca mais tocou “Porque hoje
é sexta-feira” de Hélio Tavares (alma da Trupe), ou Metades (do saudoso Atila
Santos e Diniz Franco – de quem sou pai orgulhoso, do cardiologista, que foi
meu aluno, ótimo guitarrista e é dos fundadores da banda, com Hélio Tavares,
meu amigo Helinho. Vou dar uma de paizão e para fechar crônica – Trupe
Limouxine e a música – “While my guitar gently weeps”, George Harrison, com a
Trupe Limousine, solo de Diniz Franco. Vou repetir que a alma da Trupe é meu
amigo Helinho. Atual composição da Trupe: guitarras Helio Tavares e Diniz
Franco, voz e de ouro Henrique Tavares, nos teclados, importado do Jardim da
Europa a beira mar plantado. José Nátário (Zen), que vivificou a Trupe, Como o
gajo toca bem e como sabe fazer amizades. Já o tivemos no Natal no Grajaú e
foi honra. Na cozinha, um dos pontos altos da Trupe. No caso, cozinha é pouco,
na sala de visita, Cadu Lopes. E a última aquisição da Trupe, meu querido primo
Lúcio Kropf, que trocou a guitarra pelo baixo, para enriquecer a Trupe Não se
pode falar na Trupe sem mencionar o saudoso Atila Santos, baterista e
fundador da Trupe. Ele e a saudade que deixou, representam os que passaram
pela Trupe e seguiram outros caminhos. Saudades eternas, amigo Atila.
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pdaf35@gmail.com
Pedro Franco é médico cardiologista, Professor Emérito UNIRIO. 634
prêmios literários, sendo 25 fora do Brasil; 28 livros publicados/ Em Medicina,
105 publicações. E bisavô. contista, cronista, autor teatral.
Conheça um pouco mais de Pedro Franco
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Direção e editoria Irene
Serra

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