|
A Soberba - I |
 |
Eis que Billy Blanco envereda pelo filão Soberba e com
méritos. “A banca do distinto”. Antes da letra esperta e que merecia ser
cantada, feito hino, nos pátios escolares, se é que ainda ocorrem estas
homenagens, podem indagar, se gosto de hinos? De alguns e cito o Hino da
Marinha, que fala no cisne branco em noite de lua. Eis a letra da “banca” do
Brasil, de letra algo aparatosa, é vibrante e não faz feio, ao ser cantado
especialmente em jogos esportivos. Guerreiro e vibrante é Marselhesa e há
hinos soníferos e seria desconforto citá-los, já que expressam usualmente a
história de um País. E vamos à música, cujo autor é citado na primeira linha
do ensaio e vem em ritmo de samba. “Não fala com pobre/ Não dá mão a preto/
Não carrega embrulho/ Pra que tanta pose, doutor?/ Pra que esse orgulho?/ A
bruxa que é cega/ esbarra na gente/ A vida estanca,/ O enfarto te pega,
doutor/ Acaba essa banca. A vaidade é assim,/ põe o tonto no alto retira a
escada/ Fica por perto esperando sentada Mais cedo ou mais tarde ele acaba no
chão/ Mais alto o coqueiro, maior/é o tombo do tonto// Afinal todo mundo é
igual quando o tombo termina/ Com terra em cima e na horizontal/ Não fala com
pobre/ Não dá mão a preto/ Não carrega embrulho/ Pra que tanta pose, doutor?/
Pra que esse orgulho? /A bruxa que é cega,/ esbarra na gente// A vida estanca
/ Trombose te pega, doutor./ Acaba essa banca. /A vaidade é assim, põe o tonto
no alto retira a escada/ Fica por perto esperando sentada/ Mais cedo ou mais
tarde ele acaba no chão Mais alto o coqueiro, maior é o tombo do coco/
Afinal todo mundo é igual/ quando o tombo termina/ Com terra em cima e na
horizontal.” Muitos cantaram a Banca do Distinto e gostei quando Elis
Regina a levou à gravação. E no tempo em que a letra foi composta, ainda não
havia a cremação de corpos e nem por esta razão a letra perdeu seu recado,
muito bom recado, que cabe bem no tema do ensaio, soberba. P´ra que tanta
banca, Doutor, P`ra que este orgulho. Palmas e mais palmas.
(continua)
- Comentários sobre os textos podem ser enviados ao autor, no email
pdaf35@gmail.com
Pedro Franco é médico cardiologista, Professor Emérito UNIRIO. 634
prêmios literários, sendo 25 fora do Brasil; 28 livros publicados/ Em Medicina,
105 publicações. E bisavô. contista, cronista, autor teatral.
Conheça um pouco mais de Pedro Franco
Direitos reservados. É proibida a reprodução deste artigo sem autorização do autor.

Direção e editoria Irene
Serra

|