16/03/2026
Ano 29 - Nº 1.499

 

Arquivo
Pedro Franco











RELIGIÃO

Artur da Távola dizia que crônicas eram difíceis de escrever e fáceis de ler. No livro “Meu amigo Artur da Távola”, em sua homenagem, disse que não concordava, isto é, julgo o conto difícil de escrever, não crônicas. Dirão e concordo de antemão: Não compare suas crônicas com as dele. Já afirmei que concordo. Só que para mim temas é que tornam crônicas difíceis, ou não. Por exemplo, escrever sobre política no Brasil em março de 2026, é complicado. Há política ou palanques? Ainda mais para quem não é nem grego, muito menos troiano. Então ficam assuntos complicados, ou não. E religião é assunto difícil e devia ser fácil. E não é, que há guerras por religião, ou ao menos colocam religião de escudo e tomem morteiros e bombas e mortes. Se, o que se gasta em material bélico, fosse drenado a pesquisas de doenças! Em nome de religião, guerras. Nasci em 1935 e é de 1936 o A. H. “Sem olhos em Gaza”. E o ateu Voltaire afirmava que a maior invenção humana foi a religião. E alguns teimam que a melhor invenção humana foi a bomba atômica! E parece que há botão, que se for apertado e há malucos por ai, que talvez visam chegar ao tal botão. Catapruz! Acabou! Deixo bombas e volto às religiões. No passado guerras santas. Como pode? Mestre Voltaire, ateu, afirmava que a maior invenção humana foi a religião. E há religiões, que vindas da mesma raiz, lutam, discutem e aparecem animosidades e há guerras santas! Ao menos hoje não se falam em santas, ainda que entre cartuchos e feridos, existam rezas e querelas entre religiões. Crônica curta e com pedido de meditações. O Barão de Itararé afirmava que há algo no ar, além dos aviões de carreira. No Brasil sempre há, vide a Pec da blindagem e altercações nos intestinos do STF. Pensam em fazer no próprio STF um código de Ética. Será que patrício, que chega ao Supremo, precisa ter código, para saber se comportar? Será que políticos e magistrados rezam para bem proceder? Eles sabem que a fome dos patrícios, suas dores e fomes muito dependem de suas ações. Parece ao leigo que nas abóbodas do edifício da Corte sempre há algo no ar e no ar podem entrar assunto difíceis de encontrar entranhas, feito as do tal Banco Master. Se o tal banco tivesse o saldo, que o número de letras e notícias deu, talvez houvesse saldo em conta e sem pairarem desconfianças, que se espalham e se espalham. A crônica não se dedicava a religiões? Rezemos e contritos pelo Brasil. Há muita doença e fome que devem ficar sempre nas cogitações dos patrícios, que têm o poder, que a Democracia lhes dá. Larguem os palanques e pensem nas doenças e fomes dos irmãos brasileiros.
“Ave Maria, cheia de Graças, o Senhor é convosco...”  


- Comentários sobre os textos podem ser enviados ao autor, no email pdaf35@gmail.com 




Pedro Franco é médico cardiologista, Professor Emérito UNIRIO.
634 prêmios literários, sendo 25 fora do Brasil; 28 livros publicados/ Em Medicina, 105 publicações. E bisavô.
contista, cronista, autor teatral.

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