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RELIGIÃO
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Artur da Távola dizia que crônicas eram difíceis de
escrever e fáceis de ler. No livro “Meu amigo Artur da Távola”, em sua
homenagem, disse que não concordava, isto é, julgo o conto difícil de
escrever, não crônicas. Dirão e concordo de antemão: Não compare suas crônicas
com as dele. Já afirmei que concordo. Só que para mim temas é que tornam
crônicas difíceis, ou não. Por exemplo, escrever sobre política no Brasil em
março de 2026, é complicado. Há política ou palanques? Ainda mais para quem
não é nem grego, muito menos troiano. Então ficam assuntos complicados, ou
não. E religião é assunto difícil e devia ser fácil. E não é, que há guerras
por religião, ou ao menos colocam religião de escudo e tomem morteiros e
bombas e mortes. Se, o que se gasta em material bélico, fosse drenado a
pesquisas de doenças! Em nome de religião, guerras. Nasci em 1935 e é de 1936
o A. H. “Sem olhos em Gaza”. E o ateu Voltaire afirmava que a maior invenção
humana foi a religião. E alguns teimam que a melhor invenção humana foi a
bomba atômica! E parece que há botão, que se for apertado e há malucos por ai,
que talvez visam chegar ao tal botão. Catapruz! Acabou! Deixo bombas e volto
às religiões. No passado guerras santas. Como pode? Mestre Voltaire, ateu,
afirmava que a maior invenção humana foi a religião. E há religiões, que
vindas da mesma raiz, lutam, discutem e aparecem animosidades e há guerras
santas! Ao menos hoje não se falam em santas, ainda que entre cartuchos e
feridos, existam rezas e querelas entre religiões. Crônica curta e com pedido
de meditações. O Barão de Itararé afirmava que há algo no ar, além dos aviões
de carreira. No Brasil sempre há, vide a Pec da blindagem e altercações nos
intestinos do STF. Pensam em fazer no próprio STF um código de Ética. Será que
patrício, que chega ao Supremo, precisa ter código, para saber se comportar?
Será que políticos e magistrados rezam para bem proceder? Eles sabem que a
fome dos patrícios, suas dores e fomes muito dependem de suas ações. Parece ao
leigo que nas abóbodas do edifício da Corte sempre há algo no ar e no ar podem
entrar assunto difíceis de encontrar entranhas, feito as do tal Banco Master.
Se o tal banco tivesse o saldo, que o número de letras e notícias deu, talvez
houvesse saldo em conta e sem pairarem desconfianças, que se espalham e se
espalham. A crônica não se dedicava a religiões? Rezemos e contritos pelo
Brasil. Há muita doença e fome que devem ficar sempre nas cogitações dos
patrícios, que têm o poder, que a Democracia lhes dá. Larguem os palanques e
pensem nas doenças e fomes dos irmãos brasileiros. “Ave Maria, cheia de
Graças, o Senhor é convosco...”
- Comentários sobre os textos podem ser enviados ao autor, no email
pdaf35@gmail.com
Pedro Franco é médico cardiologista, Professor Emérito UNIRIO. 634
prêmios literários, sendo 25 fora do Brasil; 28 livros publicados/ Em Medicina,
105 publicações. E bisavô. contista, cronista, autor teatral.
Conheça um pouco mais de Pedro Franco
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Direção e editoria Irene
Serra

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