01/03/2026
Ano 29 - Nº 1.497

 

Arquivo
Pedro Franco











Guerra e Paz (2026) e bicadas em outros assuntos

E há botões, acredita-se que, se apertados, saturam o mundo de artefatos atômicos. O que sobra? Sobra?

E Leon Tolstoy escreveu "Guerra e Paz" e, por falar em guerra, há livro de 1936, de Aldous Huxley, “Sem olhos em Gaza”, logo há 89 anos. E continuam guerras em Gaza e se acabar, quando acaba? E morre gente, gente chora e passa fome. Esse passa fome há em todos os locais do planeta e em uns poucos países não há fome. Esta gente que governa não tem religião, não cultua o amor, não olha nos em volta? E lembro de música que dizia “era um garoto, como eu, que amava os Beatles e os Rolling Stones. Em seguida ruídos de metralhadoras. Logo mortes. Música antiga. E guerras são mais antigas e quando começou a primeira – quem sabe? Como se morre nas guerras e se morre mal. Sei, se há uma vida, há morte. Sei, paro por aqui e quem quiser e tiver coragem, vá a explicações, ainda que talvez subsistam tênues dúvidas. E, pensar em guerra, faz mal, ainda que, vejam só para exemplo, nas belezas Rio de Janeiro - Brasil há mortes por guerras urbanas. Terra brasilis bonita e se Cabral não disse que “em tudo se plantando dá”, avisou a El Rei que a terra achada, tinha muitas águas. E na carta de 02/05/1500, Dom Pero Vaz de Caminha pedia a El Rey favor pessoal. Cabral nem chegou a voltar ao “jardim da Europa à beira mar plantado”, que morreu na viagem de volta. A carta só foi achada nos documentos da Torre do Tombo, em Lisboa, 1851. Será que El Rei brindou o capitão da frota vitoriosa com o pedido. feito na carta de achamento do Brasil? Dúvida histórica. E como se guerreou em priscas eras pelas colônias! Até o Rio de Janeiro tem notícias de escaramuças e mortes nas terras cariocas. E as colônias precisavam de mãos trabalhadoras? Solução? Iam à África e traziam escravos. Caçavam escravos! “Estamos em pleno mar” e o poeta Gonçalves Dias contou as agruras da viagem dos escravos. Maldades! E nas novas terras nasceu também o racismo. Tudo dá música e vou a duas entre milhares de repúdio ao racismo. Uma nacional “Tributo a Martin Luther King” (R. Boscoli/W. Simonal) e a trágica canção “Strange fruit” de Abel Meeropol (pseudônimo do poeta Lewis Allan), na voz doída, rascante, de Billie Holiday. Hino escrito pelo poeta e os frutos estranhos eram corpos de negros pendurados em árvores pela KKK. E, como determina o título da crônica, chegamos a 2026. O mundo com tantos inventos evoluiu? Nos resultados finais há dúvidas, posto que, dizem e com fundadas razões, que há botões, que, se apertados, podem acabar com o mundo. Será? E que fazer para que os referidos botões não sejam apertados? E há botões, lindos, que, se mexidos, abrem vestes e aparecem belezas femininas inenarráveis. Vide Ava Gardner, ou Ana Paula Arósio. Lista enorme de belas e as citadas são apenas exemplos. E chegamos ao jogo de botões. Havia botões feitos até de cascas de coco, ou botões de roupa, grudados com piche e os de minha geração muito jogaram e fizeram botões. Havia campeonatos. Não fui jogador hábil, mas fazia botões excelentes. Hoje os há de plásticos, estereotipados e, ao meu ver, lá se foi um pouco do encanto do jogo de botões. Fazer o botão Era uma arte. Jogos eram verdadeiras guerras, guerras amenas, que o perdedor ia tentar melhorar seus botões e pedir forra. Hoje, estamos em 2026, se determinado botão for apertado... 


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Pedro Franco é médico cardiologista, Professor Emérito UNIRIO.
634 prêmios literários, sendo 25 fora do Brasil; 28 livros publicados/ Em Medicina, 105 publicações. E bisavô.
contista, cronista, autor teatral

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