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Em tempos enfarruscados e com alhos e bugalhos
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No Brasil os tempos costumam assim estar e o nobre
Barão de Itararé, precursor do falecido Pasquim, avisava que “há algo no ar,
além dos aviões de carreira”. Prezadíssimo e sempre atacado Barão, em Terra
Brasil é comum ocorrer algo no ar e até os aviões da Panair não mais voam. E
na voz de Milton Nascimento as asas da Panair foram citadas. A primeira
Coca-Cola etc. E se estamos em 2025, setembro, houve o sete. E conto que em
relação ao Donald, julgo que ainda posso contar que preferia o Pato da Disney,
cujo criador parece que também andou metendo seu bedelho e ótimo bedelho nos
meandros políticos. Ou será melhor perguntar ao Centrão se desvãos pega melhor
que meandros. Mas quem responderá pelo Centrão? Talvez o conglomerado hoje
diga sim, para amanhã dizer não. E não pensem que o dito é metamorfose
ambulante e dou um viva ao Raul Seixas e suas tiradas. E de quando em quando
olho para o texto, já digitado, para ver onde já errei, visto que o próprio
site põe furadas linguísticas em vermelho. Obrigado, justo censor, que ousou
por Centrão, sublinhado em vermelho. Tu, chegado a linhas em vermelho, não
sabes com quem está se metendo! E não é que pensaram em criar Pec da
Blindagem? Desistiram e parabéns. E como é patriótico aplaudir desistências. E
firmando fé, que na política atual e lamento, não ser grego, nem troiano e
amigos dos dois lados se enfurece. Então você não é nada? Pelo menos fique com
o menos ruim. Ah, se soubesse. E tendo feito fé do não sou agora nada e já
fui, conto que ontem foi sete de setembro, data em que pensei estar morrendo
por afogamento, nas águas de Piratininga, local Praia de Piratininga, RJ e
pensei na hora, que julguei extrema e pedi socorro. – Morro e não mais vejo
Maria Helena! Que estava com os pais na quinta da avó, Vila Verde, Braga,
Portugal. Gritei quase sem voz. – Socorro e o dono da lancha, que também viera
nadando, avisou. Não precisa de socorro, é só ficar em pé. Papelão de quem no
mar enjoa e nunca aceitou que chuva miúda é garoa. Garoa é coisa de paulista.
E não é que ontem em São Paulo, no Sete de Setembro, vide que asseverei que
nos tempos atuais não aplaudo gregos, nem troianos, desfilaram com pálio de
outro País. Camaradas, sete de setembro é nosso e ainda que a verde e amarelo
esteja mais em palanques, que em vontades de acertar, era dia só dela,
bandeira porque era o Dia da Independência. Está pendendo para um lado, o que
reclamou de outro pavilhão no dia? Como não reclamar por ver a substituição do
verde pendão da minha terra, que a brisa do Brasil beija e balança. Olha, como
é poético a brisa fazer balançar os mais puros sentimentos pelo Brasil, por
outro ainda que em cores ganhe do nosso. E Mestre Pero Vaz de Caminha, na
carta de 05/05/1500, já falava no valor das águas. Infelizmente a carta ficou
perdida entre os documentos da Torre do Tombo em Lisboa e parece que só foi
lida em 1851. Caramba, iniciei contando sobre tempos enfarruscados e neste
oito de setembro continuam os algos no ar e nem mais existem os aviões da
Panair, cantados pelo Bidu. E que voz magnifica tinha o Milton Nascimento e
com o Grupo Mineiro, liderado por Fernando Brant/Beto Guedes/etcs encheu a
Pátria de ótimos sons. E sem esquecer a Bossa Nova (Tom/Vinicius e vários
etc), Nara Leão, Alaíde Costa, João Gilberto, Novos Baianos, Elis e vários e
valorosos etcs. E a música no agora? Enfarruscada para ser benevolente.
- Comentários sobre os textos podem ser enviados ao autor, no email
pdaf35@gmail.com
Pedro Franco é médico cardiologista, Professor Emérito UNIRIO. 634
prêmios literários, sendo 25 fora do Brasil; 28 livros publicados/ Em Medicina,
105 publicações. E bisavô. contista, cronista, autor teatral
Conheça um pouco mais de Pedro Franco
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Direção e editoria Irene
Serra

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