16/12/2025
Ano 29 - Nº 1.487

 

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Pedro Franco







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Em tempos enfarruscados e com alhos e bugalhos

 

No Brasil os tempos costumam assim estar e o nobre Barão de Itararé, precursor do falecido Pasquim, avisava que “há algo no ar, além dos aviões de carreira”. Prezadíssimo e sempre atacado Barão, em Terra Brasil é comum ocorrer algo no ar e até os aviões da Panair não mais voam. E na voz de Milton Nascimento as asas da Panair foram citadas. A primeira Coca-Cola etc. E se estamos em 2025, setembro, houve o sete. E conto que em relação ao Donald, julgo que ainda posso contar que preferia o Pato da Disney, cujo criador parece que também andou metendo seu bedelho e ótimo bedelho nos meandros políticos. Ou será melhor perguntar ao Centrão se desvãos pega melhor que meandros. Mas quem responderá pelo Centrão? Talvez o conglomerado hoje diga sim, para amanhã dizer não. E não pensem que o dito é metamorfose ambulante e dou um viva ao Raul Seixas e suas tiradas. E de quando em quando olho para o texto, já digitado, para ver onde já errei, visto que o próprio site põe furadas linguísticas em vermelho. Obrigado, justo censor, que ousou por Centrão, sublinhado em vermelho. Tu, chegado a linhas em vermelho, não sabes com quem está se metendo! E não é que pensaram em criar Pec da Blindagem? Desistiram e parabéns. E como é patriótico aplaudir desistências. E firmando fé, que na política atual e lamento, não ser grego, nem troiano e amigos dos dois lados se enfurece. Então você não é nada? Pelo menos fique com o menos ruim. Ah, se soubesse. E tendo feito fé do não sou agora nada e já fui, conto que ontem foi sete de setembro, data em que pensei estar morrendo por afogamento, nas águas de Piratininga, local Praia de Piratininga, RJ e pensei na hora, que julguei extrema e pedi socorro. – Morro e não mais vejo Maria Helena! Que estava com os pais na quinta da avó, Vila Verde, Braga, Portugal. Gritei quase sem voz. – Socorro e o dono da lancha, que também viera nadando, avisou. Não precisa de socorro, é só ficar em pé. Papelão de quem no mar enjoa e nunca aceitou que chuva miúda é garoa. Garoa é coisa de paulista. E não é que ontem em São Paulo, no Sete de Setembro, vide que asseverei que nos tempos atuais não aplaudo gregos, nem troianos, desfilaram com pálio de outro País. Camaradas, sete de setembro é nosso e ainda que a verde e amarelo esteja mais em palanques, que em vontades de acertar, era dia só dela, bandeira porque era o Dia da Independência. Está pendendo para um lado, o que reclamou de outro pavilhão no dia? Como não reclamar por ver a substituição do verde pendão da minha terra, que a brisa do Brasil beija e balança. Olha, como é poético a brisa fazer balançar os mais puros sentimentos pelo Brasil, por outro ainda que em cores ganhe do nosso. E Mestre Pero Vaz de Caminha, na carta de 05/05/1500, já falava no valor das águas. Infelizmente a carta ficou perdida entre os documentos da Torre do Tombo em Lisboa e parece que só foi lida em 1851. Caramba, iniciei contando sobre tempos enfarruscados e neste oito de setembro continuam os algos no ar e nem mais existem os aviões da Panair, cantados pelo Bidu. E que voz magnifica tinha o Milton Nascimento e com o Grupo Mineiro, liderado por Fernando Brant/Beto Guedes/etcs encheu a Pátria de ótimos sons. E sem esquecer a Bossa Nova (Tom/Vinicius e vários etc), Nara Leão, Alaíde Costa, João Gilberto, Novos Baianos, Elis e vários e valorosos etcs. E a música no agora? Enfarruscada para ser benevolente.


- Comentários sobre os textos podem ser enviados ao autor, no email pdaf35@gmail.com 




Pedro Franco é médico cardiologista, Professor Emérito UNIRIO.
634 prêmios literários, sendo 25 fora do Brasil; 28 livros publicados/ Em Medicina, 105 publicações. E bisavô.
contista, cronista, autor teatral

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Irene Serra