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Prodomor Antoma |
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Não o conheci e
não me peçam dados sobre a vida do mesmo, que não sei. Se está vivo, ou não,
também desconheço. E por que citá-lo e trazê-lo à crônica? Porque o nome,
constatado em priscas eras e por documento oficial, denotava ao menos uma
novidade, ainda que nomes e novidades sejam carregados vida à fora e nem
sempre com satisfação. Se estou satisfeito com o meu? Sim. Um avô, do qual só
tenho histórias, lamentavelmente morreu, eu devia ter meus 3, ou 4, anos e não
me lembro. Pelas suas histórias, o Pedro vem dele e o que se conta dele,
aplaudo. Meu segundo nome é Diniz vou citar “en passant”, visto que foi o
grande ídolo de minha vida, o Vovô Diniz, Diniz Affonso Rodrigues da Silva
Júnior. Pai e mãe juntaram os nomes dos avós e o Diniz, que parece sobrenome,
é nome. E tanto cultuei o Avô Diniz, que meu filho é Carlos Diniz, meu neto
Raphael Diniz, meu bisneto João (meu pai) Pedro (quem digita) Diniz (meu avô).
Homenagem tripla, que penhorado agradeço. Desculpem o penhorado e julgo que a
senectude o perdoa. E como se joga culpa na idade! Então tem poder de se meter
nos nomes da Família? Não tenho, não quero ter e até julgo que nomes são
escolhas de mãe a pai e que ninguém os atormente, propondo homenagens. Não
meteu sua colher no nome do bisneto, João Pedro Diniz? Não. E nome composto
deu título à crônica e ainda não o explicou. Suspense! Tenho amigo que os pais
tomaram seus nomes e criaram o seu. Ficou bom. Elton. Elza mãe, Newton pai e a
junção ficou eufônica. E por falar em nomes, como as realezas os colocavam.
Mais de uma linha, às vezes e antes, se homem, um Dom Pedro e o Segundo marcou
positivamente a História do Brasil. Ainda que Eça de Queiroz, dos maiores e
melhores lusófonos, muito implicasse com Dom Pedro II. E o primeiro? Deixo
vaza ao Chalaça e toco o bonde. Amigos, era ótimo andar de bonde e procurem
saber o que era o taioba. Volto aos nomes e acredito que muitos não os tenham
apenas, carregam-no. Soube de caso que o pai, puxado no sotaque lusitano, foi
registrar o filho. Escrivão. Nome do filho. O pai queria que o filho se
chamasse Waldemar. Enrolou-se na pronúncia, o escrivão estava para graças e
lascou Ubaldemaire. E assim se chamou o menino. Falou, falou, contou histórias
da Família, nem tocou em outro nome comprovado, Graciola Rodela. E nada de
explicar o título da crônica. Prodomor Antomar. Fácil. Produto do amor de
Antônio e Maria. E que sabes da vida do Prodomor Antomar? Nadinha e
infelizmente só gravei o nome e mesmo assim porque foi constatado em papeis
oficiais. Parece que antigamente os escrivães não cuidavam de ver se os nomes
propostos eram nomes, ou invenções esdrúxulas. Existem ótimas invenções e dei
exemplo, mas o do título dessa merece reparos e até pode causar surpresas e
até sorrisos. Seu nome? Prodomor Antomar. Dez, nota Dez!
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pdaf35@gmail.com
Pedro Franco é médico cardiologista, Professor Emérito UNIRIO. 634
prêmios literários, sendo 25 fora do Brasil; 28 livros publicados/ Em Medicina,
105 publicações. E bisavô. contista, cronista, autor teatral
Conheça um pouco mais de Pedro Franco
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