16/9/2025
Ano 28 - Nº 1.475

 

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Pedro Franco







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Prodomor Antoma

Não o conheci e não me peçam dados sobre a vida do mesmo, que não sei. Se está vivo, ou não, também desconheço. E por que citá-lo e trazê-lo à crônica? Porque o nome, constatado em priscas eras e por documento oficial, denotava ao menos uma novidade, ainda que nomes e novidades sejam carregados vida à fora e nem sempre com satisfação. Se estou satisfeito com o meu? Sim. Um avô, do qual só tenho histórias, lamentavelmente morreu, eu devia ter meus 3, ou 4, anos e não me lembro. Pelas suas histórias, o Pedro vem dele e o que se conta dele, aplaudo. Meu segundo nome é Diniz vou citar “en passant”, visto que foi o grande ídolo de minha vida, o Vovô Diniz, Diniz Affonso Rodrigues da Silva Júnior. Pai e mãe juntaram os nomes dos avós e o Diniz, que parece sobrenome, é nome. E tanto cultuei o Avô Diniz, que meu filho é Carlos Diniz, meu neto Raphael Diniz, meu bisneto João (meu pai) Pedro (quem digita) Diniz (meu avô). Homenagem tripla, que penhorado agradeço. Desculpem o penhorado e julgo que a senectude o perdoa. E como se joga culpa na idade! Então tem poder de se meter nos nomes da Família? Não tenho, não quero ter e até julgo que nomes são escolhas de mãe a pai e que ninguém os atormente, propondo homenagens. Não meteu sua colher no nome do bisneto, João Pedro Diniz? Não. E nome composto deu título à crônica e ainda não o explicou. Suspense! Tenho amigo que os pais tomaram seus nomes e criaram o seu. Ficou bom. Elton. Elza mãe, Newton pai e a junção ficou eufônica. E por falar em nomes, como as realezas os colocavam. Mais de uma linha, às vezes e antes, se homem, um Dom Pedro e o Segundo marcou positivamente a História do Brasil. Ainda que Eça de Queiroz, dos maiores e melhores lusófonos, muito implicasse com Dom Pedro II. E o primeiro? Deixo vaza ao Chalaça e toco o bonde. Amigos, era ótimo andar de bonde e procurem saber o que era o taioba. Volto aos nomes e acredito que muitos não os tenham apenas, carregam-no. Soube de caso que o pai, puxado no sotaque lusitano, foi registrar o filho. Escrivão. Nome do filho. O pai queria que o filho se chamasse Waldemar. Enrolou-se na pronúncia, o escrivão estava para graças e lascou Ubaldemaire. E assim se chamou o menino. Falou, falou, contou histórias da Família, nem tocou em outro nome comprovado, Graciola Rodela. E nada de explicar o título da crônica. Prodomor Antomar. Fácil. Produto do amor de Antônio e Maria. E que sabes da vida do Prodomor Antomar? Nadinha e infelizmente só gravei o nome e mesmo assim porque foi constatado em papeis oficiais. Parece que antigamente os escrivães não cuidavam de ver se os nomes propostos eram nomes, ou invenções esdrúxulas. Existem ótimas invenções e dei exemplo, mas o do título dessa merece reparos e até pode causar surpresas e até sorrisos. Seu nome? Prodomor Antomar. Dez, nota Dez!


- Comentários sobre os textos podem ser enviados ao autor, no email pdaf35@gmail.com 



Pedro Franco é médico cardiologista, Professor Emérito UNIRIO.
634 prêmios literários, sendo 25 fora do Brasil; 28 livros publicados/ Em Medicina, 105 publicações. E bisavô.
contista, cronista, autor teatral

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