01/12/2024
Ano 27
Número 1.393




 

ARQUIVO

PEDRO FRANCO


 


 

 


Maid

Em cinco dias vi os dez capítulos e o bom senso manda, que se espere um pouco e deixe passar a emoção de momento, para recuperar o espírito crítico, que, quem escreve, deve ter e educar. E não vou esperar e vou na emoção. Que bem escrita foi a série! E muito bem trabalhada. Prometo depois que irei a nomes. Mãe e filha na série são na vida real também. A mãe tem nome de artista bem aceita, a filha vi agora na série de 2021 e, que saiba, não foi estrondoso sucesso, como outras. Talvez, vou ao talvez, tenham-na julgado um conjunto de clichês. Que vida não é de fato um conjunto de clichês, já vividos e lamentavelmente, se formos às estatísticas, sofre-se mais na vida, do que se diverte. E as vidas acabam em morte e Maid acaba da melhor maneira que poderia, quase o indesejado, para alguns, happy end. Um destaque ao excelente desempenho da Alex. Papel dificil e sem perder ritmo durante toda a gravação. Não me parece que a atriz tenha tido azia durante a mesma, ou dor de cabeça. Foi sempre transparente no olhar e gestos. Comedidos e bem dosados. Sempre câmera em cima da artista, da Alexandra. A artista mãe tem nome feito, já filha não. Os do “supporting cast” são nomes sem maiores lances, exceto a mãe, só que dando um recado honesto, o que já merece elogio. `Ta ficando piegas? Não estou, sempre fui e alguns não sabiam. Escrevendo não pareço? Então é infelizmente, porque a literatura deve ser alegre, risonha, principalmente para quem escreve. E Kafka? Kafka parece que não foi muito feliz e lamento. Tomara Quintana tenha sido. Amado foi, acredito que sim. Papá Hemingway se matou e com tiro. Coragem? Depende do ângulo de julgamento. Por falar em sofrer, como sofre Alex e mantém seu amor à filha e desamor a quem o merecia. E há almas boas, que ajudam, ainda que outras muito atrapalhem e assim é a vida. Talvez seja útil deixar esta crônica mofando na gaveta, até que encontre tempos mais amenos e julgue com mais espírito crítico, que deve estar com todo o literato. Vi Maid com pessoa e gostei, pela primeira vez “maratonei” e aí é culpa da fase. E prometo-lhe em MAID um quase fim feliz. Não, mudo, prometo um “happy end”. E me fica a lembrança do rosto de Alex. Antes do ponto final, os prometidos nomes principais da série. Alex – Margaret Qualley, a maid. Excelente. Mãe – Andie MacDowell. Também mãe e filha na vida real. Filha de Alex, Maddy – Rylen Whinet, ótima. Diretor John Wells soube explorar em closes a fisionomia sensível da atriz.

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Pedro Franco é médico cardiologista, Professor Consultor da Clínica Médica da Escola de Medicina e Cirurgia da UNI-RIO.
Remido da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Professor Emérito da UNI-RIO. Emérito da ABRAMES e da SOBRAMES-RJ.
contista, cronista, autor teatral

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