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Irene Serra
A ROSA COR-DE-ROSA - FLOR DA GRATIDÃO
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As rosas são flores antiquíssimas. Há fósseis com mais de 35 milhões de anos, e elas já eram cultivadas na China e na Pérsia há mais de 5 mil anos.
A rosa cor-de-rosa nasceu, simbolicamente, do encontro entre a branca e a vermelha: uma trazia a pureza, a outra, o amor. Do abraço das duas, brotou um tom suave, que guarda em si a ternura das almas e sentimentos delicados e sinceros, como admiração, apreço e agradecimento.
Durante o período da Roma Antiga, já se registrava um uso tímido de rosas rosadas em jardins e festividades. Mas foi a partir do século XVIII, na Europa, especialmente na França e na Inglaterra, que ganhou seu encanto definitivo, pelas mãos dos que buscavam a beleza no meio-termo − nem paixão ardente, nem inocência total, mas a doçura do coração grato.
Na Idade Média, era associada à Virgem Maria, chamada de Rosa Mística, e a cor rosa remetia à sua doçura e compaixão. Com o tempo, o significado se ampliou:
oferecer uma rosa cor-de-rosa tornou-se um gesto afetuoso, uma forma elegante de dizer “agradeço de coração”.
Por isso, oferecer uma rosa cor-de-rosa é mais que um gesto delicado: é um agradecimento em forma de flor, um “obrigado” que se abre em pétalas.
Ela fala sem palavras, dizendo: "Reconheço o bem que me fizeste, e guardo em mim a ternura desse gesto."
A vocês que trilham comigo essa jornada e tanto enriquecem a Revista Rio
Total, recebam, neste Natal, esta rosa como quem recebe um abraço simples e sincero. Que cada rosa cor-de-rosa lembre o valor da gratidão − flor que só desabrocha em corações bons e generosos.
Irene Vieira Machado Serra foniatra, editora da Revista Rio Total RJ irene@revistariototal.com.br
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