Marciano Vasques
Quando vi óleo no mar,
Fogo nos verdes,
e esgoto nos rios
Pensei
(todos) Lá vai a vida minha
Lá vai, lá vai, lá vai (repetir )
Quando vi a natureza
banhada com o sangue
do indefeso animal;
Peixes e florestas morrendo
Pensei
(t) Lá vai a vida minha
Lá vai, lá vai, lá vai. (bis)
Quando vi a escura nuvem
saltando da chaminé
e as luzes despedaçadas
despencando no insensato abismo
da intolerância
Pensei
(t) Lá vai a vida minha
Lá vai, lá vai, lá vai. (bis)
Quando vi, na fria cidade,
o vento bailarino ensaiando um hino
nos cabelos do menino
que estendia a mão
para a indiferença
dos homens apressados...
e a menina falando de amor
para quem nem sabe mais do que se trata ...
Quando vi a fome traindo
o ideal de uma gente forte
e através da lona rasgada do grande circo
vi estrelas mudas e sem brilho
Pensei
(t) Lá se foi a vida minha
Lá se foi, lá se foi, lá se foi. (bis)
Mas...
Quando vi
dezembro chegar
no meu coração,
trazendo vontade de abraços,
guirlandas anunciando
um sonho de paz
E rastros e astros
vagando
em luzes sobre a cidade
Pensei
(t) Assim é a vida minha
Assim, assim, assim. (bis)
Crianças felizes, respeitando animais, e os verdes e o azul ...
Assim, assim, assim.
Assim, assim, assim.
marcianovasques (i.m.)