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J. Nascimento

Idoso é quem
tem muita idade; velho é quem perdeu a jovialidade. A idade causa a
degenerescência das células; a velhice, a degenerescência do espírito.
Você é idoso quando se pergunta se vale a pena; você é velho quando, sem
pensar, responde que não.
Você é idoso quando sonha; você é velho
quando apenas dorme.
Você é idoso quando ainda aprende; você é velho
quando já nem ensina.
Você é idoso quando se exercita; você é velho
quando apenas descansa.
Você é idoso quando ainda sente amor; você é
velho quando só sente ciúmes.
Você é idoso quando o dia de hoje é o
primeiro do resto de sua vida; você é velho quando todos os dias parecem o
último da longa jornada.
Você é idoso quando seu calendário tem amanhãs;
você é velho quando ele só tem ontens.
O idoso se renova a cada dia que
começa; o velho se acaba a cada noite que termina, pois enquanto o idoso
tem seus olhos postos no horizonte, de onde o sol desponta e ilumina a
esperança, o velho tem sua miopia voltada para as sombras do passado.
O idoso tem planos; o velho tem saudades.
O idoso curte o que lhe
resta da vida; o velho sofre o que o aproxima da morte.
O idoso leva
uma vida ativa, plena de projetos e prenhe de esperança. Para ele, o tempo passa
rápido, mas a velhice nunca chega. Para o velho suas horas se arrastam
destituídas de sentido.
As rugas do idoso são bonitas porque foram
marcadas pelo sorriso; as rugas do velho são feias porque foram vincadas pela
amargura.
Em suma, idoso e velho podem ter a mesma idade no cartório, mas
têm idades diferentes no coração.
Que você, idoso, viva uma longa vida,
mas nunca fique velho.

Direção e Editoria
Irene Serra

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