|
De um bom diálogo surgem boas soluções
Nina Monfort
T odo
ser humano tem alguém de quem discorda: marido, esposa, pai, mãe, um filho, o patrão, um
funcionário...
Seria surpreendente se um pai entrasse no quarto de seu
filho adolescente, desse a maior bronca por causa da bagunça no quarto, falasse
com aspereza sobre a
irresponsabilidade do rapaz, a impossibilidade de encontrar qualquer coisa, o
prejuízo à saúde e a falta de consideração com os outros – e esperasse que seu
filho respondesse: “Pôxa, pai, nunca pensei nisto antes. Obrigado por me alertar
sobre tudo isso. Eu estou positivamente decidido a mudar!”
No entando,
quando isto
não acontece, o pai raciocina que, na próxima vez, talvez se berrar um pouquinho
mais alto a mensagem fará efeito. (Insanidade é definida como fazer a mesma
coisa várias vezes e esperar que apareçam resultados diferentes.)
Os 10 mandamentos para uma bom diálogo:
Comece com algo positivo para
criar uma atmosfera amigável.
Aprecie o ser humano com quem está falando.
Ele não é seu inimigo.
Respeite o desejo de seu
divergente de fazer
coisa diferente. Quando possível, dê-lhe um retorno positivo.
Almeje a paz. Se
seu opositor fizer erros ofensivos, não retalhe. Pelo contrário, ajude-o a se
recuperar.
Seja “Cabeça Aberta”. Se seu oponente fizer uma boa objeção,
admita-o (e desfrute este novo ponto-de-vista).
Não interrompa. Trate os
outros da forma que gostaria de ser tratado. A longo prazo, isto lhe poupará
tempo.
Não provoque seu
adversário, cutucando suas “feridas”.
Demonstre e
não grite. Mantenha a discussão no plano intelectual. Não force sua opinião
através de gritos.
Não espere que seu
dissidente siga as
regras que você dita. Ensine-o com seu exemplo.
Encerre resumindo o que
você tem em comum com seu oponente, o que será um bom começo para a próxima
conversa.

Direção e Editoria
Irene Serra

|