16/11/2021
Ano 24
Semana 1.248
 



ARQUIVO GERAL




A casa da ficção tem um milhão de janelas.    
(Henry James)





 

 

A cruz e o rio


Era uma vez... um rei muito justo e bondoso que fazia tudo pelos seus súditos.

Certa vez ele prometeu que levaria todos os que merecessem para uma terra maravilhosa onde viveriam com abundância e segurança. Mas, para merecer tal lugar, cada habitante deveria carregar uma cruz até a terra prometida, e isto significava uma caminhada de alguns dias.

Todas as cruzes tinham o mesmo tamanho, o que causou um protesto por parte dos mais fraquinhos. Um deles, revoltado, resolveu dar um "jeitinho": pegou a sua cruz e, no meio da caminhada, resolveu serrá-la e diminuir-lhe o tamanho para o peso que ele achava ser o mais justo para a sua capacidade.

Logo depois disto, todo o grupo se deparou com uma situação que os impedia de continuar a caminhada: havia um rio, com margens bem altas, íngremes e rochosas, que impedia a passagem de todo o grupo. Foi quando um dos caminhantes teve a ideia de utilizar a sua cruz como ponte para atravessar o rio. Assim, todos descobriram que o tamanho da cruz era exatamente o da distância de uma margem a outra.

Todos atravessaram o rio e continuaram a sua caminhada com as respectivas cruzes até a terra prometida. Todos, menos um, que perdeu a sua cruz levada pela correnteza do rio.


A melhor maneira de se levar uma vida bem sucedida é encarar as crises como oportunidades
e os obstáculos do caminho como pontes para o sucesso!


 

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Direção e Editoria
Irene Serra