
Em
Matéria Sutil, além de impressões constantes sobre a morte, o simples e ordinário foram condutores da poesia que acontecia dentro de um apartamento, na cidade de Belo Horizonte.
Como o próprio autor define: “Um livro em preto e branco, íntimo, de quem observou a morte de frente nestes anos e reaprendeu o valor da vida”.
Para Thiago Thiago de Mello, que assina a orelha do livro
Matéria sutil: “Avesso aos
consumismos banais da sociedade do espetáculo, o autor sabe que a verdadeira
riqueza é a amizade: ela traz festa, nos dá abrigo e canção. Por isso, não
rejeitar a vida ou simplesmente aceitá-la. Há que vivê-la, celebrá-la sem
pudores, fora da perspectiva da lei e das promessas de um paraíso além”.
O tema central de
Árvore nômode, publicado pela Impressões de
Minas, é a poética da paisagem, da terra e a simbiose entre os povos
originários e as árvores. As ilustrações contam com trabalhos de artistas
plásticos como Leonora Weissmann, Nila Guarani Kaiowá, Humberto Mundim e
Jaider Esbell.
Rafael Fares é pesquisador, poeta e compositor.
É doutor em Literatura lndígena pela UFMG e professor no Departamento de
Letras e Linguística da UEMG. Realiza livros, filmes e exposições de artes
plásticas com indígenas. Dentre seus livros, estão
Árvore nômade
(2021) e
Matéria sutil (2024); em 2022 lançou o disco
Libertalia.