De papo agradável, de vasta cultura,
De fala serena, semblante de paz,
Amigo sincero, de nobre postura,
Arguto, risonho, cortês e sagaz.
Oprime saber que tão rara figura,
Exemplo inconteste da mente sagaz,
Se vai tão silente, ficando a amargura
Que leva a pensar: Como a vida é fugaz!
Quem fica lamenta, deplora e pranteia
A ida calada e de mágoas coberto.
Rompido da vida um liame na teia,
Ressente o torpor que, dolente, desperto,
Ferino e dorido, demarca e mapeia
O espaço vazio que deixa o Roberto.
Soneto distribuído na
Missa de Sétimo Dia de Roberto Leite, na Capela do Palácio Guanabara:
Roberto Leite foi ex-professor, de notável cultura clássica, que prestou
serviço ao Governo Federal e
foi assessor de Governador do Rio, atuando no
Palácio Guanabara.

Direção e Editoria
Irene Serra