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Eugénio de Sá
O aguçado gume da palavra
Tal como
a adaga a palavra pode cortar cerce uma esperança de ventura desmembrando
sonhos p’la loucura de uma boca que calar não soube
E se a expressão
esgrimida for demais para o perdão possível de quem ouve não haverá
decerto quem a louve nem indulgências que a soltem desse cais
E assim se
perdem vidas deslaçadas Por uma aleivosia libertina Fruto de reacções
descontroladas
Que o digam os amantes infelizes Apartados p’la força
destas mágoas Que d’alguns actos foram maus juízes.

Direção e Editoria
Irene Serra

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