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Purim, a comemoração

Purim vem da palavra persa “pur”, que quer dizer “sorteio”, como consta na
Meguilá: “Hamán fez sorteios para escolher o ‘melhor’ dia para exterminar os
Judeus”. Este dia caiu em 14 de Adár. Os sinistros eventos daquele dia acabaram
se invertendo, tornando-se um dos mais alegres dias do calendário Judaico e este
é o dia em que celebramos Purim.
Em alguns poucos lugares, como Jerusalém, Hebron, a cidade velha de
Tsefát e Tibérias, Purim é celebrado no dia seguinte. Nossos Sábios declararam
que todas as cidades de Israel que tinham muralhas à época do acontecimento de
Purim, devem celebrá-lo no dia seguinte. O motivo foi comemorar o dia a mais que
o rei persa Ahashverósh garantiu à Ester, para permitir aos Judeus de Shushán (a
capital da Pérsia, que, por coincidência, era uma cidade com muralha) acabar com
seus inimigos. A festividade se chama Shushán Purim nestes locais.
Houve duas formas, durante a História, com que se tentou destruir o
Povo Judeu: física e/ou espiritualmente. Nossos inimigos usaram as duas. Chánuka
é a celebração da vitória sobre aqueles que tentaram e falharam em nos assimilar
culturalmente (os Gregos e a Cultura Ocidental). Purim é a celebração da vitória
sobre aqueles que tentaram e falharam em nos destruir fisicamente (os Persas,
por exemplo).
Por que usamos fantasias e máscaras em Purim? Em
lugar algum da Meguilá Ester o nome de D’us é mencionado. Se alguém assim o
desejar, poderá enxergar a história de Purim como uma sequência de
coincidências, totalmente desprovida de Influência Divina. Da mesma forma que
nos escondemos atrás de máscaras e fantasias, mas nossa essência está lá, assim
D’us tinha “escondido Sua face”, atrás das ‘forças’ da história, mas lá estava
Ele dirigindo os acontecimentos.
Por que fazemos barulho toda vez que o nome de Hamán é mencionado
durante a leitura da Meguilá?
Hamán pertencia ao povo de Amalêk, um povo que personifica o mal e que a
Torá nos ordenou exterminá-lo. Ao ‘desfigurarmos’ o nome de Hamán durante a
leitura, estamos, simbolicamente, aniquilando Amalêk e todo o mal que ele
representa. A festividade é celebrada ouvindo a leitura da Meguilá quinta-feira
à noite e sexta-feira de manhã.
Durante o dia cumprimos outras três mitsvót:
1) Matanót L’Evioním - dar dinheiro ou presentes a pelo menos duas pessoas
pobres;
2) dar pelo menos dois alimentos prontos a no mínimo uma pessoa (chamado
Mishlôach Manót, “o envio de porções”, que também pode ser feita através de um
intermediário); 3) comer uma Seudá, uma refeição festiva, onde devemos beber
vinho.
De certa maneira, Purim é “maior” que Yom Kipur. Em Yom Kipur nós
jejuamos e é fácil para nossa alma ter domínio sobre o corpo. Purim, por outro
lado, é o melhor exemplo da integração do físico e do espiritual e da
conscientização do amor que D’us tem por nós. A única coisa que se interpõe
entre o Todo-Poderoso e você - é você. O vinho e o espírito do dia nos ajudam a
ultrapassar esta barreira. As mitsvót de Mishlôach Manót e de dar presentes aos
pobres foram ordenadas para gerar um amor fraterno entre todos os Judeus. Quando
há unidade e amor entre nós, mesmo os transgressores se tornam pessoas corretas
e nossos inimigos não conseguem nos causar nenhum dano!
Traduzido e enviado por Gerson Farberas, com permissão do autor.

Direção e Editoria
Irene Serra
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