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O que é Lág BaÓmer e como o celebramos?
Rabino Kalman Packouz
De
acordo com a cosmologia Judaica, o dia começa ao cair da noite. Por isso é
que todas nossas festividades começam à noite, depois que as estrelas
aparecem. Lág BaÓmer é o 33º dia do Ómer, o período entre Pessach e
Shavuót. Neste dia, a praga que estava matando os discípulos de Rabi Akiva
cessou. Também é o dia do aniversário de falecimento de Rabi Shímon Bar
Yochái, o autor do Zôhar, o livro básico da Cabala, o misticismo Judaico. A
tradição nos transmite que no dia de seu falecimento, o dia estava repleto
de uma forte luz, da alegria sem-fim pela sabedoria secreta que ele revelou
a seus alunos no Zôhar. Em Israel, acendem-se enormes fogueiras por todo
o país. Desde Pessach, as crianças costumam juntar gravetos e panos velhos
para construir piras de 5 a 10 metros de altura. Ao escurecer, as piras são
acesas e o céu se enche de chamas e fumaça. As fogueiras simbolizam tanto
a luz da sabedoria de Rabi Shímon Bar Yochái trazida ao mundo, como a vela
de “yórtzait” pela memória de seu falecimento. Cortes de cabelo e casamentos
costumam ser feitos nesta data e há muitas festividades, acompanhadas de
música, danças e canções.
O por quê do nome Lág BaÓmer?
Toda letra hebraica tem um valor numérico. O álef é igual a 1, o bêt igual a
2 e assim por diante. As duas letras hebraicas lámed (30) e guímel (3) somam
33. Portanto, Lág BaÓmer significa o 33º dia do Ómer. A palavra Ómer
significa “feixe” ou “ramos” e refere-se à oferenda de feixes de cevada
trazida ao Templo Sagrado no segundo dia de Pessach, marcando a colheita da
safra de cevada. Deste dia até Shavuót (o aniversário da outorga da Torá,
também conhecida como Festa da Colheita) é uma época chamada de Período do
Ómer. É um período de reflexão sobre como encaramos e tratamos nosso
semelhante e sobre as tragédias que nos aconteceram pelo ódio infundado (ou
auto-justificado) entre nossos irmãos Judeus.
Traduzido por Gerson Farberas, com permissão do autor.

Direção e Editoria
Irene Serra

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