
16/09/2026 Ano 30 - Nº 1.521
Arquivo Sheila Sacks
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Sheila Sacks
A CIVILIZAÇÃO
OCULTA
Pesquisadores buscam vestígios de um legado espiritual secreto
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Mais de quatro décadas após o suiço Erich von Däniken surpreender
milhões de pessoas com a teoria de que as divindades reverenciadas pela
humanidade seriam seres extraterrestres - de uma civilização adiantada que
visitou o planeta terra em tempos pré-históricos (“Eram os deuses
astronautas”, publicado em 1968) -, uma outra tese não menos polêmica sobre o
tema vem sendo defendida por dois pesquisadores ingleses: de acordo com Philip
Gardiner e Gary Osborn, os deuses não seriam alienígenas, mas humanos e de
origem terrena, oriundos de uma civilização misteriosa e avançada que
sobreviveram aos dilúvios e outros cataclismos. Na obra “O Priorado Secreto”
(2006) a dupla escreve: “Talvez seja difícil de acreditar, mas evidências
consistentes sugerem que conhecimentos técnicos avançados circulavam entre nós
muito antes das datas convencionais atribuídas à pré-história humana e que uma
cultura desconhecida havia codificado indícios reconstituíveis desses
conhecimentos.”
Uma das evidências físicas citadas pelos ingleses se refere
ao Círculo de pedra de Refaim (Guilgal Refaim, em hebraico), que os autores
consideram um dos maiores mistérios de Israel. Situado nas colinas de Golã, a
16 quilômetros a leste do mar da Galileia, o complexo se constitui em uma
gigantesca estrutura de anéis concêntricos de pedras basálticas, pesando
juntas mais de 45 mil toneladas, construída sobre uma planície, cujas reais
dimensões só podem ser vistas do alto. Eles defendem que edificações colossais
como as pirâmides do Egito, o complexo monolítico Stonehenge, no sul da
Inglaterra, as esculturas gigantes de pedra na Ilha de Páscoa (província do
Chile), entre outras, foram erguidas sob a inspiração dessa civilização,
originalmente formada por gigantes (a Bíblia também menciona povos gigantes –
os nefilim, refaim e enacim - no Gênesis, Números e Josué) que, à parte as
suas obras arquitetônicas instigantes, deixou um legado de conhecimento
espiritual codificado em mitos, símbolos, lendas e fábulas. Histórias e
“contos de fadas” passados oralmente de geração em geração, em grande parte
por pessoas simples que não tinham consciência dos segredos contidos nas
narrativas.
Conhecimento avançado Para os pesquisadores, tanto a
humanidade atual como as primeiras civilizações tradicionais que conhecemos
jamais possuíram uma compreensão plena e acabada desse antigo sistema de
conhecimento. As informações foram passadas através do tempo de forma
fragmentada, sendo mal interpretadas e mal conceituadas. Gardiner e Osborn
afirmam que essa misteriosa “ordem sacerdotal” teria civilizado a humanidade,
talvez após uma catástrofe global. “Com o tempo, devido ao seu conhecimento
científico, sabedoria espiritual e suposta capacidade extrassensorial, os
povos menos desenvolvidos que conviviam pacificamente com esses seres mais
avançados começaram a considerá-los deuses”. A base dessa argumentação vem da
constatação da presença do mesmo sistema fundamental de crenças nas várias
religiões existentes em todos os quadrantes do mundo, embora cada uma delas
use denominações próprias, práticas e rituais diferentes.
A fonte desse
sistema de crenças estaria nos antigos cultos solares e na experiência da
“iluminação”. Segundo os autores, o padrão cíclico da natureza, a experiência
renovadora do sol e os seus movimentos estão intrinsecamente vinculados ao
efeito iluminador do “despertar” interior, do “renascer” e da experiência da
“iluminação”. Eles citam a figura bíblica de Sansão, cujo nome deriva do
hebraico shemesh (sol) que é idêntico a shamash, o deus sol dos sumérios.
Quando Sansão tem seus cabelos cortados por uma mulher e perde a sua força
descomunal, observa-se a simbologia do sol presente na narrativa porque sua
cabeleira representa o poder irradiador dos raios de sol. Outro exemplo
mencionado diz respeito ao maior profeta e libertador do povo de Israel, Moshé
Rabenu ou Moisés, autor dos cinco primeiros livros (Pentateuco) da Bíblia
hebraica (Torá) que contêm os fundamentos legais, morais e éticos do judaísmo.
Gardiner e Osborn escrevem que em Êxodo 34, a citação é de que Moisés desceu
do Monte Sinai com seu rosto “emitindo raios luminosos”. Os autores ressaltam
que o profeta cresceu no palácio do faraó como um príncipe egípcio e
provavelmente foi iniciado na tradição, simbologia e astrologia egípcias do
culto ao sol, às estrelas e aos padrões cíclicos da natureza. Entretanto, em
Devarim (Palavras), também chamado de Deuteronômio, o quinto livro de Moisés,
é feita uma advertência para que os hebreus não se envolvam com esses cultos:
“Levantando teus olhos ao céu e vendo o sol, a lua, as estrelas e todo o
exército do céu, não te deixes seduzir para adorá-los e servi-los! (4:19).
Adiantando-se no tempo, os autores chegam até os essênios. Seita judaica que
existiu nos últimos séculos antes da Era Comum, seus integrantes viviam em
Qumrã, no deserto da Judeia, perto do Mar Morto. De acordo com os documentos
escondidos em cavernas e descobertos a partir de 1947 (Manuscritos do Mar
Morto), essa comunidade se autodenominava “Filhos da Luz” e o “governador” era
chamado de “coroa”, uma alusão à sua condição de “ser iluminado”. Os
pesquisadores acentuam que a superação da morte também tinha no sol a sua
inspiração. “Os movimentos do sol produziram lendas sobre o lugar para onde o
deus sol vai e por que volta e serviram para encobrir ideias sobre como nós
mesmos poderíamos, supostamente, reencarnar ou receber uma nova vida.”
O
despertar do “eu interior”
O fenômeno universal do culto ao Sol, segundo os
autores estaria intrinsecamente vinculado, em todas as crenças, ao efeito
iluminador do “despertar” interior ou à experiência da “iluminação”. Para o
homem primitivo, o sol físico vivificador também representava o “sol interior”
que se alcança no instante da “iluminação”. Essa experiência espiritual e
mística obtida através da meditação e de jejuns em que o indivíduo transporta
a sua consciência humana limitada a alturas transcendentais - onde a mente é
revitalizada e inundada com novas informações e conhecimentos - é na verdade o
despertar para a verdadeira natureza da realidade. A pessoa adquire uma
percepção mais intensa de si mesma e do cosmos, e este seria o verdadeiro
significado por trás do culto ao sol.
Para a dupla de ingleses, esse
sistema de crenças que abrange as antigas ideias da árvore do mundo (a árvore
da Vida, na Cabalá), a reencarnação, o renascimento, o culto do céu - com tudo
o que o envolve como o sol, a lua, as estrelas e os astros - , com nomes que
de alguma forma significam “brilhar” ou “ser brilhante”, também migrou para a
Europa, talvez levado pelas tribos do norte de Israel deportadas pelos
assírios, no início do primeiro milênio antes da Era Comum (as chamadas tribos
perdidas). Pela tradição, os sacerdotes da Europa celta (formada por diversas
etnias que povoaram o oeste do continente a partir do segundo milênio antes da
Era Comum) eram chamados druidas (significando “o saber do carvalho”). Eles
praticavam a adivinhação, a astrologia e o culto à árvore. Em suas narrativas
é creditado a Hu Gadarn Hyscion (filho de Isaac), um hebreu egípcio, a
fundação do terceiro templo no círculo de pedras gigantes de Stonehenge.
Mais evidências
No livro “As digitais dos deuses” (Fingerprints of the
Gods, publicado em 1995), o jornalista e pesquisador nascido na Escócia,
Graham Hancock, igualmente defende a tese da existência de uma civilização
adiantada, anterior a pré-história convencional da humanidade. Ele se utiliza
de um documento datado de 1513 - o mapa-múndi Piri Reis – desenhado pelo
almirante do mesmo nome, em Constantinopla. O mapa mostra a costa ocidental da
África, a costa oriental da América do Sul e a costa norte da Antártida, esta
última região desconhecida até 1818, 300 anos depois de Piri Reis ter
desenhado o mapa. Outro mistério diz respeito à indicação de ausência de
gelo em parte do território antártico conhecido como a Terra da Rainha Maud
(área da Antártida oriental reclamada pela Noruega), uma prova geológica que
confirma que o mapa se baseou em um documento original de pelo menos 4 mil
anos antes da Era Comum quando a costa estava livre de gelo. “Em outras
palavras, o verdadeiro enigma desse mapa de 1513 não está tanto no fato de ter
incluído um continente que só foi descoberto em 1818, mas em mostrar parte da
linha costeira desse mesmo continente em condições de ausência de gelo que
terminaram há 6 mil anos e que desde então não se repetiram”, enfatiza
Hancock. Ele conta que o almirante deixou uma série de notas escritas no mapa,
admitindo que seu papel foi de compilar e copiar desenhos de cartógrafos que
retroagiam a épocas anteriores à pré-história.
Ainda acerca do mapa de Piri
Reis, o escritor e professor universitário norte-americano graduado em
Harvard, Charles Hapgood (1904-1982), especializado em antropologia e história
da ciência, argumentava que alguns mapas básicos antigos usados pelo almirante
seriam fundamentados em fontes de uma época ainda mais recuada da antiguidade.
Empenhado na formulação da teoria do deslocamento da crosta terrestre,
considerada por Albert Einstein “fascinante”, Hapgood afirmava que a terra foi
extensamente mapeada por uma civilização até então desconhecida e ainda não
descoberta, dotada de alto grau de progresso tecnológico, que existiu há mais
de 4 mil anos antes da Era Comum. Catástrofes extinguiram civilizações
Propondo a teoria de que o eixo de rotação da terra mudou pelo menos três
vezes nos últimos 100 mil anos, por força de deslocamentos da crosta
terrestre provocados pelo degelo das calotas polares, Hapgood acreditava
que tais rupturas globais podem ter dado origem a cataclismos e provocado
a extinção de civilizações desconhecidas e avançadas como a da Antártida,
destruída por uma mudança catastrófica. Para validar a tese, o estudo das
carcaças de mamutes congelados encontrados na Sibéria mostrou que esses
animais extintos há 10 mil anos tinham em suas bocas um tipo de capim
proveniente de climas quentes, apesar de tais animais terem sido
descobertos em terras geladas.
Recentemente, pesquisadores da Universidade de Glasgow, no Reino Unido
revelaram que encontraram a presença de palmeiras no território da atual
Antártida, através de perfurações no gelo que trouxeram à tona o pólen de
palmeiras e de outras árvores de climas quentes como os baobás oriundos das
estepes africanas. Segundo os estudiosos, há 53 milhões de anos o clima desse
continente era semelhante ao sul do Brasil, com invernos em torno de 10ºC e
verões com temperatura de 25º C. O professor Hapgood, desde 1953, sustentava
que grandes regiões da Antártida permaneceram livres do gelo até 4 mil anos
antes da Era Comum, lembrando que pelo consenso acadêmico as primeiras
civilizações se desenvolveram no crescente fértil do Oriente Médio por volta
de 3 mil anos antes da Era Comum.
A partir dessa perspectiva, o autor de
“As digitais dos deuses” observa que alguns dos mitos mais impressionantes e
duradouros que a humanidade herdou dos tempos antigos dizem respeito a uma
pavorosa catástrofe global: - De onde vêm esses mitos? pergunta Hancock. Por
que, embora procedam de culturas diferentes, seus temas são parecidos? Se são
realmente memórias, por que não existem registros históricos das catástrofes
históricas que parecem aludir? São indagações que se inserem nas narrativas do
dilúvio bíblico e que também são encontradas na tradição de outros povos, como
no livro sagrado dos maias (Popol Vuh). “Em todo o mundo são conhecidas mais
de 500 lendas que falam do dilúvio e em uma pesquisa de 86 delas em
continentes diferentes, um pesquisador especializado, Dr. Richard Andree,
concluiu que 62 eram inteiramente independentes da versão hebraica”, assinala
Hancock.
Pistas falsas
Já o historiador e arqueólogo francês Robert
Charroux (1909-1978) vai mais longe nas suas considerações sobre essas
civilizações desconhecidas, afirmando que antepassados superiores construíram
naves siderais, viajaram no cosmos e conheceram a energia atômica. Em seu
livro “A história desconhecida dos homens desde há cem mil anos” (1963), o
autor defende que os poucos sobreviventes dessa humanidade superior “legaram
aos seus descendentes uma grandiosa mensagem, advertindo-os porém das
consequências das suas próprias descobertas”. Dessa forma, no decorrer dos
séculos “centros de contraverdade têm ocultado este conhecimento, mantido
embora por sociedades de iniciados”, afirma o francês.
Para Gardiner e
Osborn existe uma espécie de “sacerdócio secreto” advindo dessa civilização
desconhecida que desenvolveu um método de grande eficácia para chegar ao
êxtase espiritual. Herdeiro e guardião do conhecimento da “iluminação
interior” e das correntes místicas, esse priorado revela vestígios semelhantes
nas grandes religiões e nas várias doutrinas esotéricas. “Platão foi um
iniciado nesses mistérios. Ele diz que foi posto numa pirâmide durante três
dias, morreu simbolicamente, renasceu e então conheceu os segredos dos
mistérios”, escreve os autores de “O Priorado Secreto”.
O esplendor da
Cabalá
É interessante observar que a obra central da corrente mística do
judaísmo, a Cabalá (‘tradição’, em hebraico), se denomina Sefer HaZohar ou o
“Livro do Esplendor”, uma referência à luz e à iluminação. Estudando o
significado místico e simbólico de trechos bíblicos interpretados pelo Zohar,
o filósofo e historiador Gershom Scholem (1897-1982) cita o versículo 12:1 do
Gênesis como exemplo: “As palavras de D’us a Abraão, Lech Iecha (Vai-te) não
se limitam ao seu significado literal, a ordem de D’us para que Abraão siga
pelo mundo afora. Elas são lidas com literalidade mística significando “Vai-te
a ti mesmo”, isto é “Encontra-te a ti próprio", explica.
Atribuído ao rabi
Shimón Bar Yochai (Rashbi), que viveu no século 2 da Era Comum, o Zohar também
é chamado de “Chochmat ha-Emet” (a sabedoria da verdade). Até ser verbalizado,
esse conhecimento advindo da Torá era transmitido oralmente pelos primeiros
cabalistas denominados “nistarim” (os ocultos). O rabino Chaim David Zukerwar
(1956-2009), em seu livro “As 3 dimensões da Cabalá: Essência, Infinito e
Alma”, escreve: “A fonte da Luz é a causa e origem de toda a criação. Por essa
razão a denominação empregada pela Cabalá para designar a energia de vidas é
Or – luz, em hebraico.” Paradoxalmente, os sábios também afirmam que a luz que
foi feita no primeiro dia da Criação ( E D’us disse “Que haja luz, e houve
luz”) foi “oculta aos justos no mundo vindouro”. A explicação dada pelo Zohar
indica que as palavras hebraicas “Or” (luz) e “Raz” (segredo) são
numericamente equivalentes, isto é, que estão relacionadas uma com a outra.
Isso significaria que a luz original do início dos tempos só retornará em seu
esplendor original com a evolução espiritual e o compromisso do homem com o
bem, em um tempo porvir.
A benção do sol
Das muitas tradições judaicas,
a benção do sol praticada ao longo das gerações apresenta uma característica
única: o seu ritual somente se dá a cada 28 anos, quando o sol, de acordo com
os sábios, retorna à posição exata onde estava no momento de sua criação. Diz
o Bereshit: “E fez D’us os dois luzeiros grandes: o luzeiro maior para
governar o dia; e o luzeiro menor para governar a noite... E foi noite e foi
manhã, dia quarto.” Para celebrar esse mandamento (mitzvá), as pessoas se
reúnem ao ar livre e é recitada uma benção especial – Bircat Hachamá (benção
do sol) - precedida e seguida de salmos e preces. Sempre ocorrendo em uma
manhã de quarta-feira – o dia da semana no qual D’us colocou em órbita o sol,
a lua e todos os corpos celestes - o último encontro se deu em 8 de abril de
2009 (ano judaico de 5769), quando mais uma vez foi recitada a prece que
lembra os milagres divinos: “Bendito és Tu, Senhor nosso D’us, que reencena as
obras da Criação.” (Baruch Ata Adonai, Eloheinu Melech HaOlam Ossê Maassê
Bereshit). Mas, apesar das explicações rabínicas sobre a benção do Sol –
que tem o intuito de louvar a Criação Divina -, pesquisadores como Gardiner e
Osborn insistem em enxergar vestígios desse ritual ancorados a uma tradição
desconhecida anterior a dos hebreus. O arqueólogo e historiador Zecharia
Sitchin (1920-2010), estudioso dos idiomas antigos orientais, expõe em seu
livro “O código cósmico” (2003), a familiaridade dos antigos hebreus com as
constelações do zodíaco, iniciada com Taré, pai de Abrãao, em Ur, na Suméria
(atual Iraque). Ele faz uma correspondência entre os 12 signos zodiacais com
os 12 filhos de Ismael (“Dele nascerão dozes chefes; E sua nação será grande”
- Gênesis 17:20), os 12 filhos de Jacob (“E o número dos filhos de Jacob foram
doze” – Gênesis 35), e as 12 tribos que povoaram a Terra Prometida, após o
Êxodo, uma constância que, em sua opinião, “preserva a exigência-santidade do
Doze celeste”.
Sitchin, que viveu em Israel e nos Estados Unidos, revela
que a expressão hebraica “mazal-tov”, pronunciada nas festividades e entendida
pela maioria como “boa sorte”, significa literalmente “uma boa e favorável
constelação zodiacal”. Segundo o arqueólogo o termo deriva do acadiano (a mãe
das línguas semitas), em que manzalu significa “estação” – a estação zodiacal
na qual o sol “estacionava” no dia do casamento ou nascimento. Ele também
assegurava que a monumental e enigmática estrutura de círculos de pedra na
planície das colinas de Golã, o Gilgal Refaim, foi um observatório astronômico
construído por uma civilização desconhecida 7 mil anos antes da Era Comum.
(Rio
Total, 07/12/2012
- Ano 16 - Número 817)

Sheila Sacks é
jornalista e trabalha em Assessoria de Imprensa na cidade do Rio de Janeiro.
Rio de Janeiro, RJ
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