Pedro Franco
PIADAS E PIADISTAS, CHEGANDO-SE AO FUTEBOL
|
Conheci homem que tinha plateia para suas piadas e, em
cada festa que ia, logo alguém dizia: "conta a última". E ele contava a última,
a penúltima e pela festa a fora eram piadas e mais piadas. Um dia dei-me ao
trabalho de tentar saber a reação de sua esposa, quando da exibição do
piadista. Tédio puro. Parecia dizer, não tenho mais o homem com que me casei –
virou uma piada. E não achar graça no marido não me parece salutar para o
casamento. Mais vale achar mais graça no marido, do que no vizinho, mesmo se o
vizinho for mais piadista. E que escreve as piadas? Quem sabe e até algumas
são de ótima inventiva, apesar que o atual momento não seja para risadas e até
o politicamente correto põe a boca no mundo, se algo foge aos seus ditames.
Imagine-se agora com se viraria o Chico Anysio, para sobreviver e com seus
personagens. Quem escaparia do politicamente correto, se os seus temas
prediletos fossem vetados? Como tinha graça o Chico. Mas gozava demais....
Imaginem se cito os seus tipos, o que me aconteceria? Ainda que fossem úteis à
saúde mental, a maioria dos enredos das piadas fosse atacado pelo
politicamente correto, ainda que este seja um chato de galocha. E o que tinham
as galochas de engraçadas? Fulano era um chato de galochas. Fulano, sendo
chato e usando galochas... Mais modernos irão ao Google para saber das
galochas, pois de chatos todos entendemos, basta ver programas políticos. Será
que arengando isto, vou ser taxado de politicamente incorreto, quando até
perante a atual polarização, não apoio gregos e muito menos troianos.
Exemplifique gregos e troianos. Que mando absurso pois todos sabem quem são
gregos e também troianos. Não dar nome aos bois, não parece civilizado. Será?
E na política vivemos todos e de alguma forma e até ouço, detesto política.
Penso é é pena e mais pena tenho de mim por não bater palmas para nenhum polo
na atual polarização. É a terceira força? Existe isto no mundo real, isto é ,
político? E saibam que ao me formar em Medicina tive convite para me
candidatar a deputado federal e meu padrinho político tinha força, jornal por
trás e pela frente e em partido que apregoava e com vozes firmes, que o preço
da liberdade é a eterna vigilância. E se falo em política aconselho a procurar
hos googles da vida o que pensava wiston churchill sobre democrcia e com
Mestre Eça de Queiroz cronicava sobre sua atualidade política.. Quando se cita
um autor, é implícito seu apoio ao mesmo. Será que alguém pode negar apoio a
Eça, ou ao Winston? Pode e creio até que alguns que me acompanharam até aqui,
arrepiem carreira e vá reclamar da atual seleção brasileira no antigo e bruto
esporte bretão. Aliás que saudades dos tempos em que se falava de Pelé,
Garricha, Castilho, Orlando Pingo de Ouro, Rivelino e até de Pelé e Garrincha.
E agora? Temos um técnico italiano de terno bem cortado... Que saudades do Flu
de antanho, idem do futebol, quando éramos campeões mundiais. Bons tempos!
Vamos lá , ótimos tempos!
- Comentários sobre os textos podem ser enviados ao autor, no email
pdaf35@gmail.com
Pedro Franco é médico cardiologista, Professor Emérito UNIRIO. 634
prêmios literários, sendo 25 fora do Brasil; 28 livros publicados/ Em Medicina,
105 publicações. E bisavô. contista, cronista, autor teatral.
Conheça um pouco mais de Pedro Franco
Direitos reservados. É proibida a reprodução deste artigo sem autorização do autor.

Direção e editoria Irene
Serra

|