(PARABÉNS, ROBERTO CARLOS! REMEMORE, NO EMBALO DOS SEUS 85 ANOS)
“Hier, encore/ J`avais vingt ans,/je gaspillais le temps/...et jouais
de la vie”: Charles Aznavour (Ainda ontem, eu tinha vinte anos, / eu
acariciava o tempo e brincava de viver...)
“Mês amis sont partis et ne
reviendront pas” (Meus amigos partiram e não mais retornarão...)
Dos seus
arquivos musicais relembro, então, a letra do “O portão”, testemunha fiel
das nossas lembranças cachoeirenses de inesquecíveis e antigos corações: “Eu
voltei/agora pra ficar/ Porque aqui, aqui é meu lugar/ Eu voltei... pras
coisas que deixei/ Eu voltei...”
....................................
Registrei, um dia, à página 59 do meu livro “Aléns e aquéns do meu
coração”, editado pela Cachoeiro Cult e lançado na Blooks Livraria em
setembro de 2023 (Botafogo, Rio de Janeiro), sua presença matinal e
dominical no palco da Rádio Cachoeiro, onde você exibia seu promissor gogó
em músicas da época, entre elas “Olinda, cidade eterna” e “Chuá,
chuá...Deixa a cidade formosa morena...”, que, a propósito, gostaria de hoje
reouvir nos dias e noites atuais dos seus shows!
Anotei, paralelamente,
que minha prima, Regina Israel, testemunhou sua coragem/equilíbrio sobre as
rodas de uma bicicleta, mesmo com seu problema de locomoção. Prova
indiscutível da sua iniciante força de vontade que certamente alavancou uma
possível superação na sua caminhada artística vitoriosa no Brasil e no
exterior.
Sobre isto, acresço que João Nascimento Ribeiro, amigo da
juventude, me comentou que o seu acidente pessoal ocorreu por desatenta
manobra administrativa de comboio do trem da Estrada de Ferro Itapemirim,
que ligava a cidade à praia de Marataizes.
Bem defronte do local do
evento se situava a Farmácia Nascimento, de propriedade do seu pai que,
junto com Volney, seu irmão, prestou-lhe os primeiros socorros...
Estive,
ano passado, na portaria do seu prédio, na Urca, tentando lhe entregar um
exemplar do referido livro, mas me impediram a entrada, e me esclareceram
que só o receberiam por via postal.
Entendi: são cautelas que a fama
impõe...
Restou-me, então, ir para a amurada defronte e me debruçar sobre
os encantos da bela paisagem marítima que se me ofereceu.
Mas, de
repente, começou a chover...
De início, brandamente, calmamente...
"Eu voltei pras coisas que deixei. Eu voltei..." (RC).
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miltonxili@hotmail.com
Milton Ximenes é cronista, contista e poeta
RJ
Email:
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Milton Ximenes Lima
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