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(Arrastado da orelha esquerda do livro Não se
fazem mais avós como antigamente, de Nãna
Pirez (1933-2011), edição da Fábrica de livros,
Rio de Janeiro, 2001)
Poucos autores têm a habilidade e coragem do cotidiano - monstro de incontáveis peças visíveis e invisíveis - que, implacável, não permite a condição humana despojar-se de sua instabilidade.
Com estilo peculiaríssimo, a portuguesa e a brasileira, em prosa ou verso, histórias ou crônicas, Nãna percorre meio século de experiências pessoais, familiares, e de amigos, dissecando como mulher e avó emoções, reflexões e perplexidades e, particularmente, a célere mudança dos comportamentos sociais das últimas gerações.
Expõe, sem rodeios entre outros temas e desafios do "seu" tempo, globalização, liberdade sexual, ascensão social da mulher, preconceito racial, casamento e divórcio, moda, educação de filhos e netos, choques culturais da emigração, totalitarismos em Portugal e no Brasil.
Esse mosaico de "perplexidades" ampliadas sob a lupa do desprendimento e da sensibilidade surpreenderá leitoras e leitores constatando que "Nao se fazem mais avós como antigamente".
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