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Luiz Carlos Amorim
ENCANTOS DO SUL DA FRANÇA
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Estou de visita a minha filha, na Provença, sul da França, e fico
impressionado com os cenários de beleza, natureza e cor. Aqui é Fayence, uma
cidade pequena, no campo, mas encantadora. Muito verde, muitas folhas
multicores, devido à estação, muitas quintas pequenas, algumas nem tanto, mas
tudo muito bonito. A cidade mais contemporânea espalhou-se ao redor do monte
onde fica a cidade antiga, medieval, e quase tudo continua como quando a
cidade era só lá em cima e ao redor do elevado. Um charme só. A comida é
ótima, pois nas feiras, quitandas e empórios – e até nos supermercados -
pode-se comprar carne fresca de vários tipos, queijos da região, que são
fabulosos, embutidos parecidos com aqueles que ainda são feitos em Corupá, em
Santa Catarina, ao pé da Serra do Mar, frutas e verduras fresquinhas, tudo
como a gente sempre desejou que assim fosse. A padaria, no pé do morro, é um
acinte: além do pão, que naturalmente é delicioso, há ainda os doces e os
salgados. Minha necessidade de emagrecer, pelo jeito, vai ficar só na
necessidade. Na quinta da filha e do genro, Romain, há um jardim enorme na
frente da casa, com um enorme gramado e com muitas árvores de todos os
tamanhos. Alí são feitas festas bem brasileiras, como a junina. Eu chamo de
quinta porque não sei dar outro nome, copio de Portugal. Mas o lugar é
belíssimo. Atrás da casa, há ainda mais espaço: a piscina, uma churrasqueira
ao lado, moveis de estar ao ar livre entre a casa e a piscina e, mais atrás,
espaço com gramado e árvores bem amplo, com direito a canteiros de um dos
lados para comportar uma hora bem produtiva. O gramado, nessa área e ao lado
casa, forrado de flores muito pequenas, brancas e amarelas. Hoje, pela
manhã, logo após levantarmos, olhando pela janela para o arvoredo em frente da
casa, o que vimos? Um pequeno esquilo passeando pelo caminho de entrada dos
carros. Quando o cachorro da casa – o Charlie, um gold retriever caramelo
grande e fofo – viu, correu em direção a ele e então ele subiu em uma árvore,
igual um foguete. Para nós, foi inusitado e divertido. Nunca tínhamos visto um
esquilo de perto. Uma beleza daquelas que caem na mão da gente sem esperarmos.
Hoje de manhã passeamos nas trilhas entre a mata, perto de casa, para levar o
Charlie passear, pois está um dia bem chuvoso e o fofão precisa se exercitar,
correr por aí. Muita poça de água pela trilha, mas a natureza aqui é muito
pródiga, o arvoredo é farto e as folhas estão ficando amarelas e vermelhas,
pois estamos no outono, logo começa o inverno. Um espetáculo grandioso.
Já
conhecíamos este paraíso, já tínhamos vindo outras vezes, mas cada vez que a
gente vem, descobrimos novos encantos. A Provença é belíssima, aqui perto fica
a Côte D´Azur, que também não fica atrás, com Nice, Mônaco, Cannes, etc, etc.
Já conhecemos muitas cidades nessas redondezas, mais ainda temos muito a
conhecer. E a fronteira com a Itália fica perto, também, dá pra ir de tremm ou
de carro comer uma pasta genuína. De maneira que chova ou faça sol, isto aqui
é lindo e vale muito a pena estar aqui.
Luiz Carlos Amorim - Escritor, editor e revisor, cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras,
Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br
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Direção e editoria
Irene Serra
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