01//07/2025
Ano 28 - Nº 1.423




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Luiz Carlos Amorim



 

Luiz Carlos Amorim



INVERNO CHEGANDO

Luiz Carlos Amorim, colunista - CooJornal

O frio chegou. É o inverno que deu sinais de sua presença. Estamos quase em fins de junho, o frio até já apertou no fim do outono, mas estamos tendo uns dias quentes agora, para em seguida termos temperaturas mais baixas. Aquele tempinho bom de colocar uma roupa mais quente, fazer pão em casa e deixar aquele cheirinho delicioso tomar a casa inteira, junto com o cheiro do café feito na hora, aquelas sopas maravilhosas que em outras épocas a gente não tem oportunidade de degustar, o chá perfumado e fumegante, chocolate quente, bolinho de chuva, pão de queijo com café bem quente, etc., etc.

Tempo de se aconchegar com os nossos entes mais queridos, com a família, com os amigos, pois na casa da gente ou na casa deles, é muito bom nos reunirmos, nos aproximarmos mais, nos conhecermos melhor. Tempo de colocar todos à volta da mesa para convivermos mais, para confraternizarmos.

O frio antecedeu a sua estação, e a gente já esperarava com ansiedade a chegada da tainha, o prato principal do inverno, aqui em Santa Catarina e em todo o sul. E ela chegou com tudo. Os cardumes vieram em junho e começaram as pescas às toneladas, uma boa sagra, um bom ano. Já disse, em outra oportunidade, que inverno sem tainha não é inverno e o fato de ter esfriado nos traz a presença da vedete das nossas mesas nos dias frios do litoral.

Então, um caldo de tainha, uma tainha recheada, uma cambira... Amanhã vou ao mercado, mesmo que chova e faça frio, para comprar tainhas, camarão e ovas para fazer algumas recheadas e guardar no freezer, para comer com a mãe, com a família e com amigos. E do resto faço cambira – tainha escalada, salgada e seca no sol. Se não fizer sol, guardo elas já salgadas na geladeira, até que tenhamos tempo bom de novo. E, claro, reservo uma ou duas para fritar e fazer um caldo que, como já disse, é tudo de bom, também.

Inverno é assim, aqui no litoral de Santa Catarina: frio com tainha, flores de jacatirão manacá-da-serra, cor e luz. Se não der tainha, é inverno pela metade. Abençoada terra, abençoado mar, abençoada natureza, que tão maltratada por nós, a despeito de nosso desrespeito para com ela, nos presenteia com o que ela tem de melhor. Não é à toa que ela é chamada de Mãe Natureza.



Luiz Carlos Amorim - Escritor, editor e revisor,
cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras,
Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA
http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br


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