|
Luiz Carlos Amorim
INVERNO DE FLORES E CORES
|
 |
Está chegando o inverno. Nesta
segunda, depois do Dia das Mães, já tivemos que puxar casacos e agasalhos pela
manhã. Estamos no outono, mas o frio acabou de chegar. Aquele tempinho bom de
colocar uma roupa mais quente, fazer pão em casa e deixar aquele cheirinho
delicioso tomar a casa inteira, junto com o cheiro do café feito na hora,
aquelas sopas maravilhosas que em outras épocas a gente não tem oportunidade
de degustar, o chá perfumado e fumegante, etc., etc. Dias de se aconchegar com
os nossos entes mais queridos, com a família, com os amigos, pois na casa da
gente ou na casa dos outros, é muito bom nos reunirmos, nos aproximarmos mais.
Tempo de colocar todos à volta da mesa para convivermos mais, nos aproximarmos
mais. O frio antecede a sua estação e já começa a chegar a tainha, o
prato principal do inverno, aqui em Santa Catarina e até no Rio Grande do Sul,
talvez. Os cardumes vem em junho, quando são pescadas toneladas, mas algumas
já começam a aparecer. Já disse em outra oportunidade que inverno sem tainha
não é inverno e o fato de ter esfriado nos traz a presença, ainda tímida, da
vedete das nossas mesas nos dias frios do litoral. Até o manacá-da-serra, o
jacatirão de inverno, já está começando a florescer, também por antecedência,
pois o tempo dele é junho, julho. Tenho visto pés de manacá-da-serra pejados
de botões, uma abundância de promessas de cores no nosso inverno. Só faltava a
azaleia não atrasar este ano e se adiantar um pouco para o inverno todinho se
deslocar para mais cedo. Mantas, cobertores, casacos, meias e, quem sabe,
luvas, cachecóis, botas, todos a postos. O inverno está aí. E as cores também.
Porque inverno não quer dizer ausência delas, vejam a quantidade de flores que
temos na estação dos galhos secos por causa do frio: temos jacatirões
(manacás-da-serra), azaleias, flamboiãs, ipês, bouganvílias, cerejeiras
japonesas, orquídeas, cravos, begónias, lírios, gérberas, camélias, magnólias,
amores perfeitos, etc., etc. O inverno é aconchegante e colorido. Inverno é
vida.
Meu manacá-da serra ou jacatirão de
inverno que estava plantado no meio do jardim morreu, depois de grandes
floradas. Eu o podei porque estava enorme, mas devo ter feito alguma coisa
errada, infelizmente. Mas um novo está crescendo e logo florescerá. E suas
flores se juntarão às dos hibiscos, das azaleias e outras flores do meu
pequeno jardim, em um inverno próximo. Não tenho pressa. O inverno sempre
volta. As cores também.
Luiz Carlos Amorim - Escritor, editor e revisor, cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras,
Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br
Direitos Reservados. É proibida a reprodução deste artigo sem autorização do autor.

|