O dia 1º de abril é popularmente comemorado como o Dia da Mentira,
uma data em que é costume pregar peças, contar pequenas mentiras e fazer
brincadeiras inofensivas com amigos, familiares e colegas. Embora popular, não é
um feriado oficial, mas a tradição é amplamente disseminada no Brasil e no
mundo.
Origem
Francesa:
A explicação mais aceita para o 1º de abril envolve a França do século XVI.
Antigamente, a chegada do Ano Novo era comemorada na semana da Páscoa,
terminando em 1º de abril.
No Hemisfério Norte, a
primavera começa astronomicamente por volta de 21 de março (o Equinócio). O dia
1º de abril era visto como o auge dessa renovação da natureza. Por isso, muitos
povos antigos (incluindo alguns ocidentais antes do calendário atual) viam o fim
de março/início de abril como o verdadeiro "despertar" do ano, quando as flores
nascem e o inverno acaba.
Em 1564, o Rei Carlos IX adotou o calendário que usamos
hoje,
o gregoriano, passando o Ano-Novo para 1º de janeiro. Como as
notícias demoravam a chegar (não havia internet!), além de muitos franceses
resistirem à mudança e continuarem a seguir o calendário antigo (juliano), pelo
qual o ano se iniciava a 1º de abril, quem já sabia da mudança começou a zombar
dos "atrasados", enviando convites para festas falsas e pregando peças. Essas
brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.
No Brasil, a data se popularizou por volta de 1828,
quando o jornal mineiro "A Mentira" noticiou falsamente a morte de Dom Pedro I
no dia 1º de abril, desmentida no dia seguinte.
Em países de
língua inglesa, o Dia da Mentira costuma ser conhecido como April Fools'
Day, "Dia dos Tolos" ; na Itália é
Pesce d'april;
e na França é chamado Poisson d'avril. Na Espanha, o dia é conhecido como Dia
dos Enganos. Na Alemanha, como Aprilschertz , foi registrado na Baviera em 1618.
A data
− uma forma bem-humorada de protestar contra mudanças
antigas de calendário
− serve, hoje, como um dia de descontração.