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Folhinha
Deonísio da Silva
A
folhinha, como é popularmente conhecida, guarda a memória das folhas das
árvores, em que as sibilas, mulheres adivinhas, escreviam as profecias do ano
que começava.
O calendário das nações lusófonas como o Brasil têm uma
singularidade única: os dias da semana não homenageiam deuses pagãos, desde o
século VI, quando o bispo de Braga aboliu as referências ao Sol, à Lua, a Vênus
e a outras divindades, que continuam homenageadas em outras línguas, de que são
exemplos o Sol e a Lua no inglês "Sunday" e "Monday".
Com exceção de
sábado, do hebraico "xabbat", dia do descanso, pelo latim "sabbatum", nossas
semanas começam sempre com o domingo, dia de "feria", que pode ser festa ou
feira, e segue de segunda a sexta, lembrando que todos são dias de festejar,
comprar e vender.
(Deonísio
da Silva, professor e escritor brasileiro)

Direção e Editoria
Irene Serra
irene@revistariototal.com.br

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