A TUA ESSÊNCIA
Eugénio de Sá
A meu pai, Augusto Carlos Quinhones de Sá
falecido aos 33 anos
Faz tempo que me esperas no etéreo
Jovem partiste, sem que tempo houvesse
Pra me ensinares aquilo que aprendeste
E que eu sei que usaste com critério
Mas tua essência guardei-a comigo
E com ela vivi todos estes anos
Com ela enfrentei deuses e tiranos
Com ela ganhei louros e castigos
E se hoje a vida me ensinou a amar
Mais que a ferir, magoar, ou inflingir
A ti eu devo o dom de perdoar
Só mais um pouco, pai, estou quase a ir
O tempo corre e eu vou-te encontrar
Junto do nosso Pai, noutro porvir
← Voltar à página principal