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Toda a mídia escrita e falada enaltece a Mulher neste
dia criado para homenageá-la, e nós, já refletimos sobre a responsabilidade da Mulher
no contexto social?
A Mulher de hoje já não pode moldar-se nas gerações passadas. Lutamos
por melhores condições de vida, por empregos outrora só destinados aos
homens, por creches para nossos filhos, por respeito à mulher, por tudo que há
tantos e tantos anos vem nos oprimindo.
Para chegarmos vitoriosas a essa jornada, precisamos nos preparar e muito bem. Necessitamos realmente saber o que desejamos. Qual a nossa
meta? - Quando a mulher fala em direitos iguais para ambos os sexos, não
quer dizer que ela saia por aí a paquerar todos os homens que encontre, tornando-se uma caçadora em contrapartida aos chamados do sexo forte,
os machões.
Temos que reconhecer que o homem, desde pequenino é condicionado a ser
bígamo, a ter muitas garotas na adolescência para se firmar como homem
e, mesmo assim, muitos deles chegam aos sessenta sem se firmar, sonhando com
garotas que podiam ser suas netas.
A mulher tem uma educação diferente. Desde pequenina já semeamos no seu
coração quando a presenteamos com bonecas, panelinhas e fogão, o
sentimento de amor pelos filhos, o cuidado pela casa, as responsabilidades do lar.
Queremos quando lutamos por direitos iguais, é conseguir salários
dignos, todas sabemos que numa mesma função, o homem ganha mais do que a mulher.
É a ocupação de cargos importantes dentro das empresas se a mulher tem real
capacidade para assumi-los.
A mulher, além de responsável pelo seu lar deve participar da vida ativa
do país e do mundo. É figura atuante se levarmos em conta o número de
mulheres que deixam seus lares em busca do trabalho. Não podemos aceitar o
adjetivo "frágil" para alguém incansável, enfrentando desde às seis
da manhã, e às vezes mais cedo, o sufoco da condução, permanecendo oito horas dentro
do escritório ou da fábrica, correndo de volta para preparar o jantar,
passar em revista o uniforme dos filhos para a escola, muitas têm de deixar
preparado o almoço para o outro dia e, depois de tudo isto, ainda estar disposta para o marido que nem sempre a compreende quando diz um pouco sem
jeito, estou cansada.
Neste dia, não poderia deixar de dizer às amigas que nada conseguiremos
se não formos unidas. E assim me expresso porque há uma triste verdade a
ser dita e precisamos meditar sobre ela: o maior inimigo da mulher é a própria
mulher. E por quê afirmo isto? - Muito fácil de explicar, as leitoras hão
de concordar comigo: - não perdoamos a vizinha ou a nossa colega de
trabalho se ela tenta mudar sua vida, tenta o direito de se encontrar, de ser
feliz. Somos as primeiras a deturpar o fato, tornando-o maior, só para
denegrir a imagem da outra que, não agüentando mais a violência doméstica, seja física
ou moral, tem a coragem de procurar seus direitos e deixar o companheiro, seu torturador. Como jararacas, começamos a tecer os piores comentários,
deixando de ver o lado humano, esse lado sensível de cada uma de nós. Ao
invés de apoiar, estender a mão em solidariedade, fazemos justamente o contrário, não perdemos nenhuma chance de levar aos quatro ventos, de
forma maldosa o ocorrido. Já os homens, não, estes ajudam-se uns aos
outros, encobertam para os amigos os chifres que recebemos, emprestam seus
apartamentos para o amigo pular a cerca e quando chegam em nossas casas,
sem o menor remorso, nos dão beijinhos, fazem a maior festa.
A competição dentro do ambiente de trabalho é outro assunto que devemos
encarar com seriedade. No mundo atual, a competição está sempre
presente. Faz parte da vida, o importante não é ganhar, mas competir. Podemos
competir de forma honesta, com nosso trabalho árduo e responsável, com dedicação
pela qual conduzimos nossas tarefas, mas nunca escondendo informações necessárias
ao bom desempenho da colega, nunca usar de meios ilícitos, de fofocas até,
para eliminar aquela que você, na sua mente doentia, encaixou como uma terrível adversária, substituta do seu lugar.
Só a união faz a força, o admirável seria que todas nós, nas mais
diversas profissões, fôssemos unidas, tivéssemos a sensibilidade de ajudar-se
mutuamente, fazendo a equipe de mulheres funcionar como se fosse uma corrente e cada uma de nós um elo dessa corrente tão bem soldado que
nada o faria desprender dos demais.
Vamos despertar dentro de cada uma de nós a amizade, o gostar, o querer
bem, a compreensão que deve existir em cada uma para formarmos um todo
admirado e respeitado. PARABÉNS, MULHER BRASILEIRA!
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