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À MINHA MÃE
É Maria Madalena O seu nome batismal.
Sua vida, nada amena, Foi labuta habitual.
Nunca teve uma
empregada. À casa, roupa e cozinha Totalmente dedicada, Dava
conta e bem, sozinha.
Achava tempo pra mais. Tinha horta bem
cuidada E, no entorno, os animais. Dava conta da empreitada.
Já
deu pra perceber. Foi na roça que viveu. Com trabalho e sem lazer,
Sem queixume ela venceu.
Aos filhos, dedicação. A todos, muito
respeito. Na bagagem da atenção, A marca do bom conceito.
Religiosa de atitude, Não beata rezadeira, Fez da fé sua virtude
Na lida da vida inteira.
Nesta vida tão fugaz, Se a mãe fizesse
exceção, Seria a perene paz Da família e sucessão.
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