Luiz de Melo Sobrinho     

À MINHA MÃE

 

É Maria Madalena
O seu nome batismal.
Sua vida, nada amena,
Foi labuta habitual.

Nunca teve uma empregada.
À casa, roupa e cozinha
Totalmente dedicada,
Dava conta e bem, sozinha.

Achava tempo pra mais.
Tinha horta bem cuidada
E, no entorno, os animais.
Dava conta da empreitada.

Já deu pra perceber.
Foi na roça que viveu.
Com trabalho e sem lazer,
Sem queixume ela venceu.

Aos filhos, dedicação.
A todos, muito respeito.
Na bagagem da atenção,
A marca do bom conceito.

Religiosa de atitude,
Não beata rezadeira,
Fez da fé sua virtude
Na lida da vida inteira.

Nesta vida tão fugaz,
Se a mãe fizesse exceção,
Seria a perene paz
Da família e sucessão.
  






Direção e Editoria
Irene Serra