|
Alecrim
(Salvia Rosmarinus)

O gênero Rosmarinus continha anteriormente duas a quatro espécies, incluindo
Rosmarinus officinalis, mas agora todas são consideradas parte do gênero
Salvia. A espécie-tipo era o Rosmarinus officinalis, a variedade mais conhecida do alecrim, que era usada para fins medicinais, culinários e ornamentais. Outra espécie reconhecida era o
Rosmarinus eriocalix.
Atualmente, as espécies anteriormente classificadas no gênero Rosmarinus foram transferidas para o gênero
Salvia. Portanto, o Rosmarinus officinalis é agora conhecido como
Salvia rosmarinus.
É importante notar a diferença entre o conceito de espécies e o de variedades. O gênero Rosmarinus (agora
Salvia) é muito variável, e alguns classificavam essa variabilidade como
quatro espécies distintas, enquanto outros viam como uma única espécie com
muitas variedades e formas.
O alecrim tornou-se muito conhecido
por seu aroma delicado e passou ao cultivo desde tempos remotos na Europa
Ocidental, tendo em vista tanto sua utilidade medicinal, como culinária. Essa
planta arbustiva, de folhas permanentes e floríferas, também cria belos arranjos
em vasos grandes, jardineiras ou em canteiros no jardim.
As folhas são
usadas em forma fresca ou seca para dar sabor a carnes assadas, sopas, molhos,
legumes, etc. As flores, que têm um sabor mais delicado, são adicionadas
principalmente a sobremesas e ao mel. Óleos essenciais são produzidos para
soluções de inalação, pomadas, xampus, loções, perfumes, desodorizantes e
repelentes de insetos. Na medicina popular o alecrim foi recomendado como um
estimulador da circulação sanguínea, para tratar a asma, reumatismo, resfriados,
dores de cabeça, insônia e tensão nervosa.

Espécies de alecrim, todas originarias de regiões próximas ao Mediterrâneo.
Albus - flores brancas. Arp - folhas verde-claro, fragrância a limão.
Aureus - folhas com pintas amarelas. Benenden Blue - folhas estreitas,
verde-azulado-escuro. Blue Boy - anã, folhas pequenas. Golden Rain -
folhas verdes, com raios amarelos. Irene - ramagem laxa, rastejante.
O alecrim comum adaptou-se em vários locais montanhosos
do Brasil, onde o clima assemelha-se ao de seu habitat natural. Forma um arbusto
ereto ou semiereto, com folhas permanentes, que atinge uma altura considerável nos lugares de
origem. Por meio de podas cuidadosas, mantém-se com o formato de uma touceira
compacta, cuja altura e largura ficam entre 90 cm e 1,2 m. Cachos de pequenas
flores rosa-malva surgem desde a primavera até o final do verão e do outono.
Galhos semilenhosos carregam uma densa cobertura de folhas muito aromáticas,
curtas e lineares, com bordos arredondados, coloridas de verde-escuro, com verso
esbranquiçado. Flores tubulares, de coloração azul-violácea, lilás ou
ocasionalmente branca, nascem em pequenos cachos axilares, entre outubro e
março. Atraentes variedades incluem a Fastigiatus, com formato bem
espesso e ereto, folhas verde-azuladas e flores rosadas.
R. Lavandulaceus é menos resistente ao frio, preferindo um local
protegido e ensolarado. Trata-se de um arbusto de crescimento vagaroso, cujos
ramos se espalham formando um tapete denso, com 90 cm a 1,2 m de largura,
cobertos de folhas pequenas, de coloração verde-clara, que se recobrem de cachos
de flores azuis, durante a primavera e o verão.
Há conhecimento de variedade que pode hibernar em temperaturas de - 20° C, mas
somente se são plantadas em habitats protegidos e em solo seco.
Em
algumas partes da Europa é um símbolo de felicidade, fidelidade ao amor e é
usado como uma flor de casamento, bem como a mirta (murta).
Pode parecer
incrível, mas na Inglaterra estão registradas mais de 80 variedades de
Rosmarinus officinalis, que diferem em tamanho, folha ou flor.
Primavera e verão
Cultive em outubro. Comece com um vaso de 15 cm de
diâmetro e mude as plantas para um de 20 cm no ano seguinte, depois para um
recipiente final com 25 cm. Então, faça apenas a troca anual da camada
superficial do composto por mistura nova e rica. Providencie uma boa drenagem no
fundo do vaso, para que a planta nunca fique encharcada.
Em setembro,
arranque qualquer parte ressecada ou galhos e ramos danificados ou queimados
pelo frio, e encurte os ramos errantes. Em outubro ou depois da floração, faça
as podas para dar formato aos exemplares muito desenvolvidos. Apare todos os
galhos pela metade. Observe que as flores nascem nos ramos do ano anterior.
Mantenha o vaso em posição bem clara, ensolarada se possível. Dê preferência
a um local ligeiramente protegido, em áreas mais frescas. O alecrim revela-se
resistente à seca e terá mais viço se receber poucas regas; conserve o composto
apenas umedecido.

Outono e inverno
A floração deve continuar
no outono e somente com a ocorrência de baixas temperaturas tornam-se
necessárias algumas precauções. O alecrim costuma resistir bem ao frio, mas
convém mantê-lo em local onde receba o máximo de sol e proteção contra os ventos
gélidos. Conserve o composto seco no tempo frio, em especial sob inverno mais
rigoroso. A combinação de umidade e frio extremo pode ser fatal. Nas regiões
muito úmidas, cubra o vaso com plástico transparente.
Para melhor
drenagem, coloque no fundo do vaso pedrinhas. É frequente (especialmente no
inverno) a causa da morte de raízes e, em seguida, toda a planta.
Propagação
 Faça estacas com 10 cm de comprimento de galhos jovens,
semilenhosos, em janeiro ou fevereiro. Remova as folhas inferiores, mergulhe o
corte em pó de hormônio enraizador. Cultive numa mistura úmida de partes iguais
de turfa e areia. Conserve as mudas umedecidas de leve e semi-sombreadas, em
local fresco (quase frio). Não as perturbe até que surjam novas brotações,
demonstrando que o enraizamento ocorreu (em geral após três semanas).
Transplante as estacas em vasos individuais de 10 cm de boca. Passe a tratá-las
como plantas adultas, reenvasando quando necessário.
Problemas &
Soluções
O pior inimigo é o excesso de água nos meses mais frios. Por
isso, faça uma boa camada de drenagem. As pragas mais comuns são as moscas
brancas. Passe um cotonete com álcool.


Direção e Editoria
Irene Serra
|