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Camarão
(Beloperone)

Decorativo e muito popular, o
camarão recebeu este nome pela disposição de suas brácteas vermelho-amarronzadas
que se sobrepõem e se curvam presas às hastes, muito semelhantes aos corpos
curvados e escamados dos camarões. De dentro destas brácteas, surgem pequenas
flores tubulares, no verão. As brácteas, no entanto, duram cerca de oito meses,
tornando a planta interessante durante a maior parte do ano.
Quando você
compra um camarão, habitualmente ele é uma planta pequena e compacta, mas que
cresce rápido se colocada em local apropriado, e logo ficará grande demais para
o vaso, devendo ser replantada.
Se você quer atrair borboletas e
beija-flores, o camarão-vermelho é uma planta adequada.
Primavera e verão
O camarão floresce no verão e precisa ser mantido bem
regado, mas não encharcado. Adube com fertilizante líquido a cada duas ou três
semanas durante a época do crescimento. A planta não sofrerá danos se a
temperatura aumentar, mas o máximo de tolerância é de 24°C. Mantenha-a num
ambiente com bastante umidade atmosférica; se a temperatura permanecer quente,
coloque-a numa bandeja com seixos molhados ou borrife água de vez em quando,
utilizando um pulverizador.

Outono e inverno
Regue a planta
moderadamente — a cada duas semanas será suficiente para evitar que ela
resseque, mas conceda-lhe também um descanso invernal. Pela mesma razão, não
adube até a primavera. A planta poderá suportar temperaturas de até 7°C. Dê-lhe
bastante ar fresco mas não a deixe exposta a ventos frios. Replante no fim
dos meses mais frios, assegurando-se de não estragar o torrão da raiz. Firme bem
o composto. Se a planta perder o formato e tiver alguns galhos longos e finos,
apare-os levemente para que o arbusto volte à forma original. Se os ramos
estiverem realmente fracos, pode a cerca de 7 cm da superfície do solo e eles
crescerão outra vez durante os meses da primavera.
Propagação
Em setembro ou outubro faça estacas de galho de 7 cm com lascas (utilize uma
faca e corte um ramo sem flor) e plante num composto formado por uma parte de
turfa e uma de areia. Mantenha o composto apenas úmido à temperatura de 21°C.
Se possuir um propagador, será muito melhor, pois ele ajudará as estacas
a enraizarem mais rapidamente. Arranque qualquer botão que aparecer nas
estacas, porque as flores tiram a energia tão necessária para o sistema de raízes
e para as folhas que estão em fase de crescimento.
Problemas &
Soluções
A perda de cor das folhas deve-se ou ao excesso de regas ou à
falta de fertilizante. Deixe a planta secar e retire qualquer folha morta ou
desbotada, adubando a cada duas ou três semanas com um fertilizante líquido, da
primavera ao outono.
As folhas podem cair tanto pela falta de água como pelo
vento frio. Regue bem no verão, e pouco no inverno. Dê-lhe bastante ar fresco,
mas proteja-a do ar frio.
Se as brácteas apresentarem-se amareladas, a
planta está muito na sombra. Dê-lhe luz.
Folhas e hastes deformadas: sinal
de pulgões verdes ou ácaros. Umedeça o ar em torno da planta e retire os
pulgões.

A Beloperone guttata é uma planta de fácil cultivo.
Originária do México, constitui um espécime que se esparrama com suas hastes
finas, mas, quando plantada em vaso, e pode ser orientada com podas.
As
folhas se revelam ásperas e pilosas. As pequenas flores esbranquiçadas possuem
pontos roxos nas pétalas maiores e pendem de vistosas brácteas em forma de
coração na cor marrom-avermelhada, que envolvem as flores; há duas ou três
flores juntas em cachos nas pontas dos ramos. As brácteas duram muito mais tempo
do que as flores.
Lutea e Yellow Queen, cuja variação
consiste apenas na cor amarela de suas brácteas.
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| Lutea |
Yellow Queen |
A Violacea, da Colômbia, possui as folhas longas e pilosas com cerca de 7
cm de comprimento. Suas brácteas apresentam-se marrom-bronzeadas, sendo suas
escamas menores que as da B. guttata, e possui maior quantidade de flores
brancas.

A Carnosa, do México, tem brácteas amarronzadas que formam
uma cauda compacta e flores amareladas com manchas vermelhas.

(Matéria publicada anteriormente na Rio Total
em 27 de abril, 2012)

Direção e Editoria
Irene Serra
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