16/07/2025
Ano 28
Semana 1.425



ARQUIVO




CUIDANDO DAS PLANTAS



Camarão
(Beloperone)



Decorativo e muito popular, o camarão recebeu este nome pela disposição de suas brácteas vermelho-amarronzadas que se sobrepõem e se curvam presas às hastes, muito semelhantes aos corpos curvados e escamados dos camarões. De dentro destas brácteas, surgem pequenas flores tubulares, no verão.  As brácteas, no entanto, duram cerca de oito meses, tornando a planta interessante durante a maior parte do ano.

Quando você compra um camarão, habitualmente ele é uma planta pequena e compacta, mas que cresce rápido se colocada em local apropriado, e logo ficará grande demais para o vaso, devendo ser replantada.

Se você quer atrair borboletas e beija-flores, o camarão-vermelho é uma planta adequada.


Primavera e verão

O camarão floresce no verão e precisa ser mantido bem regado, mas não encharcado. Adube com fertilizante líquido a cada duas ou três semanas durante a época do crescimento. A planta não sofrerá danos se a temperatura aumentar, mas o máximo de tolerância é de 24°C. Mantenha-a num ambiente com bastante umidade atmosférica; se a temperatura permanecer quente, coloque-a numa bandeja com seixos molhados ou borrife água de vez em quando, utilizando um pulverizador.

Outono e inverno

Regue a planta moderadamente — a cada duas semanas será suficiente para evitar que ela resseque, mas conceda-lhe também um descanso invernal. Pela mesma razão, não adube até a primavera. A planta poderá suportar temperaturas de até 7°C. Dê-lhe bastante ar fresco mas não a deixe exposta a ventos frios.

Replante no fim dos meses mais frios, assegurando-se de não estragar o torrão da raiz. Firme bem o composto. Se a planta perder o formato e tiver alguns galhos longos e finos, apare-os levemente para que o arbusto volte à forma original.
Se os ramos estiverem realmente fracos, pode a cerca de 7 cm da superfície do solo e eles crescerão outra vez durante os meses da primavera.

Propagação

Em setembro ou outubro faça estacas de galho de 7 cm com lascas (utilize uma faca e corte um ramo sem flor) e plante num composto formado por uma parte de turfa e uma de areia. Mantenha o composto apenas úmido à temperatura de 21°C.
Se possuir um propagador, será muito melhor, pois ele ajudará as estacas a enraizarem mais rapidamente.
Arranque qualquer botão que aparecer nas estacas, porque as flores tiram a energia tão necessária para o sistema de raízes e para as folhas que estão em fase de crescimento.

Problemas & Soluções

A perda de cor das folhas deve-se ou ao excesso de regas ou à falta de fertilizante. Deixe a planta secar e retire qualquer folha morta ou desbotada, adubando a cada duas ou três semanas com um fertilizante líquido, da primavera ao outono.
As folhas podem cair tanto pela falta de água como pelo vento frio. Regue bem no verão, e pouco no inverno. Dê-lhe bastante ar fresco, mas proteja-a do ar frio.
Se as brácteas apresentarem-se amareladas, a planta está muito na sombra. Dê-lhe luz.
Folhas e hastes deformadas: sinal de pulgões verdes ou ácaros. Umedeça o ar em torno da planta e retire os pulgões.


A Beloperone guttata é uma planta de fácil cultivo.

Originária do México, constitui um espécime que se esparrama com suas hastes finas, mas, quando plantada em vaso, e pode ser orientada com podas.

As folhas se revelam ásperas e pilosas. As pequenas flores esbranquiçadas possuem pontos roxos nas pétalas maiores e pendem de vistosas brácteas em forma de coração na cor marrom-avermelhada, que envolvem as flores; há duas ou três flores juntas em cachos nas pontas dos ramos. As brácteas duram muito mais tempo do que as flores.



Lutea e Yellow Queen, cuja variação consiste apenas na cor amarela de suas brácteas.

Lutea Yellow Queen

A Violacea, da Colômbia, possui as folhas longas e pilosas com cerca de 7 cm de comprimento. Suas brácteas apresentam-se marrom-bronzeadas, sendo suas escamas menores que as da B. guttata, e possui maior quantidade de flores brancas.


A Carnosa, do México, tem brácteas amarronzadas que formam uma cauda compacta e flores amareladas com manchas vermelhas.


(Matéria publicada anteriormente na Rio Total em 27 de abril, 2012)





Direção e Editoria
Irene Serra