Elisa de Valois A bela amarilis de flores rosadas muitas vezes é
confundida com as plantas do gênero
Hippeastrum, bastante parecidas. Os dois
gêneros apresentam flores de um colorido intenso, mas o
Hippeastrum não
possui a mesma robustez e resistência do
Amaryllis, que pode ser cultivado a
céu aberto, em estufas ou dentro de casa, em local bem iluminado.
Existe apenas uma espécie:
Amaryllis belladona, originária do sul da África,
da qual se desenvolveram muitas variedades, todas de grande efeito. A
belladona apresenta flores grandes, de 10 cm a 13 cm de comprimento, assumindo
coloração rosada, bem forte, com formato parecido com o de uma corneta.
Desabrocham em buquês, na extremidade de longas hastes avermelhadas, que
atingem até 60 cm de altura.

Outras variedades também muito
conhecidas são as de cor branca, as de pétalas brancas e garganta amarela,
as híbrido de flores rosa-vivo e garganta amarela e as de um vívido
vermelho-róseo.
As flores só aparecem depois que as folhas secam e
morrem. Um grupo de plantas reunidas no chão ou em vasos fornece um belo
visual, no verão, quando a florada está no auge.
Cada haste produz de
seis a dezesseis flores que podem durar até oito semanas com viço. As folhas
brotam dos bulbos durante a primavera e desaparecem no início do verão.
Depois de aproximadamente um mês é que a haste floral se desenvolverá.
Primavera e verão

A amarilis só floresce quando as condições
do clima e do solo são satisfatórias. Ela necessita de muito calor, luz
solar, além de um bom composto. De novembro em diante, regue a planta
moderadamente. Quando as folhas nascerem – normalmente em dezembro – aumente
a quantidade e a periodicidade das regas. Adube a cada duas semanas, com
fertilizante líquido, desde o nascimento das folhas até que acabe a
floração.
As folhas, brilhantes e em forma de fita, normalmente
desaparecem por volta de fevereiro. Segue-se o desenvolvimento das hastes e,
finalmente, das flores, que exalam um suave perfume adocicado.
Remova
tanto as folhas mortas quanto as flores que começarem a secar.
Outono e inverno
Quando a floração terminar, reduza gradativamente as
regas para os bulbos secarem. Pode-se deixar os bulbos na terra durante o
inverno, desde que protegidos por uma camada de turfa ou de folhas
decompostas. Em regiões muito frias ou chuvosas no inverno, cubra tudo com
um plástico transparente, para manter os bulbos secos. Se a planta estiver
no vaso, proteja-o da mesma forma e, se for possível, coloque-o dentro de
casa, de preferência num local que receba forte iluminação.

Para uma
floração abundante, deixe a planta ficar em um mesmo local por três ou
quatro anos. Após esse período, se estiver em vaso, você pode replantá-la
depois do ciclo completo de floração, durante os meses de março ou abril.
Empregue um composto com boa drenagem, como uma mistura de partes iguais
de terra argilosa, folhas decompostas e areia grossa. Coloque uma camada de
material para drenagem no fundo do vaso, encha-o com a mistura e plante,
tomando o cuidado de deixar metade dos bulbos fora do composto.
No chão
ou em recipientes grandes, ponha cada bulbo distanciado 15 cm um do outro.
Regue apenas para umedecer o conjunto. Depois mantenha a planta seca e bem
iluminada. Só volte a regar por volta de novembro, na brotação.
Propagação
Fazer mudas de plantas adultas é bem fácil. Na hora de
mudar de vaso, repare nos rebentos que devem ter se formado, em volta da
base da planta-mãe. Solte-os cuidadosamente e plante-os em separado. Use o
mesmo composto empregado para a planta adulta, fixando os brotos da mesma
maneira. Depois que as folhas aparecerem, adube quinzenalmente. As mudas
novas, em geral, só vão florescer depois de um ou dois anos.
Em tese, é
possível propagar a amarilis através de sementes, porém constitui-se numa
tarefa difícil, exigindo muita paciência, pois, se você conseguir uma muda,
ela só florescerá depois de seis ou sete anos.
Problemas e
Soluções

Água demais, especialmente no inverno, apodrecerá os bulbos.

Frio muito intenso também pode ser fatal.

Plantas adultas que não
florescem devem estar pouco iluminadas ou então se acomodando, depois de
terem sido replantadas.

(Meu primeiro bulbo de amarilis que
floresceu. Foi uma alegria!)
(RT, 21 de março, 2011)

Direção e Editoria
Irene Serra