Elisa de Valois O pinheiro-de-Norfolk (
Araucaria
heterophylla) é originário da Ilha Norfolk, um pequeno território
insular australiano localizado no Oceano Pacífico Sul, entre a Austrália e a
Nova Zelândia. Conífera de vida longa,
cresce apenas 1,8 m quando plantado em vasos. Mas na
ilha de Norfolk, chega a atingir 30 m a 36 m de altura.
Desenvolve-se melhor quando isolado de outras plantas, pois aprecia bastante
ar fresco entre seus ramos.

Foi descoberto durante a segunda
expedição do Capitão James Cook, entre 1772 e 1775 a bordo do navio HMS
Resolution, que introduziu o seu cultivo na Grã-Bretanha, de onde se
expandiu.
De grande porte, pode ser encontrada em várias regiões do
mundo, desde regiões frias até às mais quentes. A planta tem sua madeira
utilizada em construções, móveis e navais.
Em
certas regiões europeias costumam utilizá-lo como árvore de Natal, devido à
disposição cônica dos ramos. A espécie mais comum é a
Araucaria excelsa, com
ramos lenhosos e agulhas verde-brilhantes, de 2 cm cada. À medida que a
planta se desenvolve, o tom das agulhas escurece.
Primavera e
verão
Mantenha um pinheirinho ainda novo em local com boa
luminosidade indireta, arejado e sem correntes de ar. Replante em setembro,
todos os anos, em um composto formado por partes iguais de matéria orgânica,
areia lavada e terra argilosa. Quando o exemplar ocupar um vaso com
aproximadamente 25 cm de boca, não troque mais o recipiente. A cada ano,
sempre no início da primavera, substitua apenas a parte superficial da
camada de solo por uma mistura nova.
Enquanto a planta crescer, não a
deixe por mais de dois anos no mesmo vaso ou em recipiente grande demais
para ela. Se a planta dispuser de espaço suficiente em casa, crescerá mais
do que 1,8 m.
O pinheiro-de-norfolk não gosta de calor excessivo,
preferindo temperaturas variáveis entre 13°C e 18°C. Se estiver muito
quente, forneça-lhe sombra, ar fresco e muito espaço. Para refrescá-lo,
umedeça o ar a sua volta, apenas quando em local protegido; em pleno sol,
corre-se o risco de queimar a planta, pois as gotículas de água funcionam
como lentes de aumento, concentrando os raios solares, o que deixará
pequenas manchas de queimadura. Regue livremente, no verão, adicionando
fertilizante a cada rega. Nos intervalos, deixe o solo quase seco.
Araucaria excelsa, o típico pinheiro-de-norfolk, tem agulhas macias,
verde-brilhantes, que se tornam mais fortes e escuras com a idade.
A
variedade
Glauca apresenta crescimento mais lento e suas agulhas são
verde-azuladas.
A variedade
Astrid cresce rapidamente e possui agulhas
menores e mais finas, em ramos levemente arqueados na direção do solo.
A
Columnaris, quando jovem, apresenta folhas curvas, regularmente espaçadas,
em ramos que se irradiam no sentido horizontal, em forma de coluna.

A. Astrid |

A. Glauca |
Outono e inverno
Diminua as regas no inverno,
a menos que o pinheirinho fique em um ambiente aquecido, quando se pode
aguá-lo normalmente. A temperatura mínima deve ficar entre 7ºC e 13°C.
Mantenha o solo apenas umedecido. Não há necessidade de podar, se a planta
estiver em um vaso de, no máximo, 25 cm de boca.
Propagação
Semeie na primavera ou outono, mantendo a temperatura por volta de 13ºC a
15°C. Coloque a sementeira em um peitoril quente, coberta com plástico
transparente. Deixe-a bem molhada e sombreada até as sementes germinarem;
mude-a, então, para uma posição em que o sol a atinja durante algumas horas
por dia
As mudas também podem ser feitas no outono, com estacas de 7 a 10
cm de comprimento, cortadas das extremidades de ramos jovens. Enraíze-as em
um composto formado por partes iguais de matéria orgânica, terra argilosa e
areia, à temperatura de 15°C, com os mesmos cuidados indicados para a
sementeira.
Problemas e soluções

Ela contribui para
a estabilidade e fertilidade do solo por meio de seu sistema radicular e
serapilheira. Se as agulhas amarelarem
e começarem a cair, pode ser sintoma de água em excesso, calor demais ou,
ainda, falta de luminosidade. As agulhas também se tornam amareladas se o
pinheirinho não receber adubação suficiente.

Geralmente não
apresenta pragas, mas é suscetível a cochonilhas, fumagina e manchas
foliares. Os pulgões quando atacam
as agulhas novas e tenras, tornam-nas viscosas. Elimine-os com uma mistura
de partes iguais de água e álcool, passada com um cotonete.
(RT, 15 de janeiro, 2018).

Direção e Editoria
Irene Serra