Revista Rio Total - Jardinagem, por Elisa de Valois: Pinheiro de Norfolk


01/08/2026
Ano 30
Semana 1.517



ARQUIVO




CUIDANDO DAS PLANTAS


 















Pinheiro de Norfolk



Elisa de Valois

O pinheiro-de-Norfolk (Araucaria heterophylla) é originário da Ilha Norfolk, um pequeno território insular australiano localizado no Oceano Pacífico Sul, entre a Austrália e a Nova Zelândia. Conífera de vida longa, cresce apenas 1,8 m quando plantado em vasos. Mas na ilha de Norfolk, chega a atingir 30 m a 36 m de altura. Desenvolve-se melhor quando isolado de outras plantas, pois aprecia bastante ar fresco entre seus ramos.

Foi descoberto durante a segunda expedição do Capitão James Cook, entre 1772 e 1775 a bordo do navio HMS Resolution, que introduziu o seu cultivo na Grã-Bretanha, de onde se expandiu.

De grande porte, pode ser encontrada em várias regiões do mundo, desde regiões frias até às mais quentes. A planta tem sua madeira utilizada em construções, móveis e navais.

Em certas regiões europeias costumam utilizá-lo como árvore de Natal, devido à disposição cônica dos ramos. A espécie mais comum é a Araucaria excelsa, com ramos lenhosos e agulhas verde-brilhantes, de 2 cm cada. À medida que a planta se desenvolve, o tom das agulhas escurece.


Primavera e verão

Mantenha um pinheirinho ainda novo em local com boa luminosidade indireta, arejado e sem correntes de ar. Replante em setembro, todos os anos, em um composto formado por partes iguais de matéria orgânica, areia lavada e terra argilosa. Quando o exemplar ocupar um vaso com aproximadamente 25 cm de boca, não troque mais o recipiente. A cada ano, sempre no início da primavera, substitua apenas a parte superficial da camada de solo por uma mistura nova.

Enquanto a planta crescer, não a deixe por mais de dois anos no mesmo vaso ou em recipiente grande demais para ela. Se a planta dispuser de espaço suficiente em casa, crescerá mais do que 1,8 m.

O pinheiro-de-norfolk não gosta de calor excessivo, preferindo temperaturas variáveis entre 13°C e 18°C. Se estiver muito quente, forneça-lhe sombra, ar fresco e muito espaço. Para refrescá-lo, umedeça o ar a sua volta, apenas quando em local protegido; em pleno sol, corre-se o risco de queimar a planta, pois as gotículas de água funcionam como lentes de aumento, concentrando os raios solares, o que deixará pequenas manchas de queimadura. Regue livremente, no verão, adicionando fertilizante a cada rega. Nos intervalos, deixe o solo quase seco.

Araucaria excelsa, o típico pinheiro-de-norfolk, tem agulhas macias, verde-brilhantes, que se tornam mais fortes e escuras com a idade.
A variedade Glauca apresenta crescimento mais lento e suas agulhas são verde-azuladas.
A variedade Astrid cresce rapidamente e possui agulhas menores e mais finas, em ramos levemente arqueados na direção do solo.
A Columnaris, quando jovem, apresenta folhas curvas, regularmente espaçadas, em ramos que se irradiam no sentido horizontal, em forma de coluna.



A. Astrid


A. Glauca


Outono e inverno

Diminua as regas no inverno, a menos que o pinheirinho fique em um ambiente aquecido, quando se pode aguá-lo normalmente. A temperatura mínima deve ficar entre 7ºC e 13°C. Mantenha o solo apenas umedecido. Não há necessidade de podar, se a planta estiver em um vaso de, no máximo, 25 cm de boca.

Propagação

Semeie na primavera ou outono, mantendo a temperatura por volta de 13ºC a 15°C. Coloque a sementeira em um peitoril quente, coberta com plástico transparente. Deixe-a bem molhada e sombreada até as sementes germinarem; mude-a, então, para uma posição em que o sol a atinja durante algumas horas por dia
As mudas também podem ser feitas no outono, com estacas de 7 a 10 cm de comprimento, cortadas das extremidades de ramos jovens. Enraíze-as em um composto formado por partes iguais de matéria orgânica, terra argilosa e areia, à temperatura de 15°C, com os mesmos cuidados indicados para a sementeira.

Problemas e soluções

Ela contribui para a estabilidade e fertilidade do solo por meio de seu sistema radicular e serapilheira.  Se as agulhas amarelarem e começarem a cair, pode ser sintoma de água em excesso, calor demais ou, ainda, falta de luminosidade. As agulhas também se tornam amareladas se o pinheirinho não receber adubação suficiente.
Geralmente não apresenta pragas, mas é suscetível a cochonilhas, fumagina e manchas foliares. Os pulgões quando atacam as agulhas novas e tenras, tornam-nas viscosas. Elimine-os com uma mistura de partes iguais de água e álcool, passada com um cotonete.
 

(RT, 15 de janeiro, 2018).





Direção e Editoria
Irene Serra