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Crisântemo

Pertencente à família
Compositae, o gênero possui mais de 100 espécies e mais de 800 variedades
comercializadas mundialmente. Originário da Ásia, o crisântemo (kiku em
japonês), é o símbolo nacional e imperial do Japão, representando a Família
Imperial; aparece no Selo Imperial e em diversas cerimônias, representando
força, longevidade, perfeição, beleza e outono, sendo tão importante que existe um
Dia Nacional do Crisântemo, em 9 de setembro. A flor aparece no Selo Imperial e
em diversas cerimônias, simbolizando força, beleza e prosperidade.
Chegou na Europa por volta de 1700 onde foi
melhorado geneticamente, para chegar às variedade atuais.
Hoje em dia
destacam-se o tipo "margarida", bastante comum no Brasil e na Europa; o "spider"
com pétalas tipo alfinete e o "pompom" crespo e arredondado. Quanto ao tamanho,
dividem-se entre crisântemos largos, médios e minis, dependendo da finalidade
(corte ou vaso). As cores podem ser as mais diversas possíveis, destacando-se: o
branco, amarelo, vermelho, lilás, roxo, salmão e a mistura dessas cores.

O crisântemo é suscetível a algumas doenças
(ferrugem, podridão das raízes e hastes, Botrytis, etc.) e a algumas pragas
(mosca minadora, tripes, ácaros, etc.) o combate deve ser preventivo.

Um aspecto interessante da cultura de crisântemo é o cultivo de
algumas espécies para produção de inseticidas naturais.
O crisântemo é
uma planta de dia curto, florescendo naturalmente no inverno. Para obter uma
produção durante o ano todo é necessário fazer o plantio em estufas durante o
verão, onde técnicas de escurecimento permitem a obtenção artificial de plantas
floridas. Dependendo da época do ano e da variedade, o ciclo pode ser de 12 a 14
semanas.
Propagação:
O primeiro passo é a obtenção de mudas:
pequenas estacas de 5 cm que são retiradas das ponteiras das plantas matrizes.
Estas mudas são tratadas com reguladores de crescimento, sendo posteriormente
plantadas em substrato adequado, como palha de arroz carbonizada. Após 2
semanas, as mudas enraizadas vão para o local definitivo (terra de canteiros ou
de vasos), que já devem estar devidamente preparados com esterco, pó-de-xaxim,
areia, etc.
Dependendo da variedade e da época de plantio, as plantas
devem receber iluminação noturna por 2 a 4 semanas para estimular o crescimento
vegetativo. Nesta também deve ser realizado o "pinch", que significa a
eliminação do broto central para favorecer o surgimento das brotações laterais.
Quando as plantas atingem cerca de 40 cm (vaso) ou 80 cm (corte), inicia-se
a indução ao florescimento através do fechamento da estufa com plástico preto
durante algumas horas do dia, pois nesta fase as plantas necessitam de
aproximadamente 14 horas de escuridão/dia. Esta fase dura de 3 a 4 semanas,
retirando-se o plástico preto quando os botões florais começarem a mostrar cor.
Depois são mais 2 semanas para as flores abrirem completamente.

Cuidados em Casa
Flor de corte (maço): Trocar água a cada 1-2 dias
utilizando água cristalina. Cortar diagonalmente 1 cm da base da haste toda
vez que trocar a água para facilitar a absorção. Eliminar as folhas que possam
ficar em contato com a água.
Flor de vaso: Colocar as plantas em local
bem iluminado e arejado, porém não sob luz direta. Regar de 2-3 vezes por
semana evitando encharcar a planta. Eliminar flores e folhas secas/murchas.

Direção e Editoria
Irene Serra
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