06/01/2026
Ano 29
Semana 1.491



ARQUIVO




CUIDANDO DAS PLANTAS

 















Crisântemo


Pertencente à família Compositae, o gênero possui mais de 100 espécies e mais de 800 variedades comercializadas mundialmente. Originário da Ásia, o crisântemo (kiku em japonês), é o símbolo nacional e imperial do Japão, representando a Família Imperial; aparece no Selo Imperial e em diversas cerimônias, representando força, longevidade, perfeição, beleza e outono, sendo tão importante que existe um Dia Nacional do Crisântemo, em 9 de setembro. A flor aparece no Selo Imperial e em diversas cerimônias, simbolizando força, beleza e prosperidade.

Chegou na Europa por volta de 1700 onde foi melhorado geneticamente, para chegar às variedade atuais.

Hoje em dia destacam-se o tipo "margarida", bastante comum no Brasil e na Europa; o "spider" com pétalas tipo alfinete e o "pompom" crespo e arredondado. Quanto ao tamanho, dividem-se entre crisântemos largos, médios e minis, dependendo da finalidade (corte ou vaso). As cores podem ser as mais diversas possíveis, destacando-se: o branco, amarelo, vermelho, lilás, roxo, salmão e a mistura dessas cores.


O crisântemo é suscetível a algumas doenças (ferrugem, podridão das raízes e hastes, Botrytis, etc.) e a algumas pragas (mosca minadora, tripes, ácaros, etc.) o combate deve ser preventivo.


Um aspecto interessante da cultura de crisântemo é o cultivo de algumas espécies para produção de inseticidas naturais.

O crisântemo é uma planta de dia curto, florescendo naturalmente no inverno. Para obter uma produção durante o ano todo é necessário fazer o plantio em estufas durante o verão, onde técnicas de escurecimento permitem a obtenção artificial de plantas floridas. Dependendo da época do ano e da variedade, o ciclo pode ser de 12 a 14 semanas.

Propagação:

O primeiro passo é a obtenção de mudas: pequenas estacas de 5 cm que são retiradas das ponteiras das plantas matrizes. Estas mudas são tratadas com reguladores de crescimento, sendo posteriormente plantadas em substrato adequado, como palha de arroz carbonizada. Após 2 semanas, as mudas enraizadas vão para o local definitivo (terra de canteiros ou de vasos), que já devem estar devidamente preparados com esterco, pó-de-xaxim, areia, etc.

Dependendo da variedade e da época de plantio, as plantas devem receber iluminação noturna por 2 a 4 semanas para estimular o crescimento vegetativo. Nesta também deve ser realizado o "pinch", que significa a eliminação do broto central para favorecer o surgimento das brotações laterais.

Quando as plantas atingem cerca de 40 cm (vaso) ou 80 cm (corte), inicia-se a indução ao florescimento através do fechamento da estufa com plástico preto durante algumas horas do dia, pois nesta fase as plantas necessitam de aproximadamente 14 horas de escuridão/dia. Esta fase dura de 3 a 4 semanas, retirando-se o plástico preto quando os botões florais começarem a mostrar cor. Depois são mais 2 semanas para as flores abrirem completamente.


Cuidados em Casa

Flor de corte (maço):
Trocar água a cada 1-2 dias utilizando água cristalina.
Cortar diagonalmente 1 cm da base da haste toda vez que trocar a água para facilitar a absorção. Eliminar as folhas que possam ficar em contato com a água.

Flor de vaso:
Colocar as plantas em local bem iluminado e arejado, porém não sob luz direta.
Regar de 2-3 vezes por semana evitando encharcar a planta.
Eliminar flores e folhas secas/murchas.




Direção e Editoria
Irene Serra