Eu Criança!

Há tempos eu vislumbro saudade
da tenra idade que outrora me fluía.
O sol ainda era miúdo, mas ardia,
no céu, a lua modelava sua vaidade.

Eu era criança e, só, imergia no rio,
em suas margens sonhos corriam.
Na leveza dos dias que se seguiam,
o tempo que escorria era meu brio.

A estrada que passou hoje é poesia,
a poeira se converteu em versos,
os passos são páginas em conexos
no livro infante da minha fantasia.



Antonio Queiroz
arqueiroz@hotmail.com








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