Rio Total - Cordis - Texto de Dra. Luciana Pereira - Lipoproteína Lp(a)


01/09/2026
Ano 30
Semana 1.521



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No compasso

do coração





Lipoproteína Lp(a)



Dra. Luciana Vieira Machado Pereira

A lipoproteína Lp(a) não é simplesmente “mais um colesterol”. Ela acrescenta uma informação sobre o risco cardiovascular que nem sempre aparece no lipidograma convencional. As diretrizes de 2025–2026 da Sociedade Brasileira de Cardiologia recomendam sua dosagem pelo menos uma vez na vida adulta.

Assim, a lipoproteína(a) traz um novo olhar sobre o risco cardiovascular

A Lp(a), é uma partícula semelhante ao LDL-colesterol, mas com uma característica especial: seus níveis são determinados principalmente pela genética. Por isso, uma pessoa pode ter alimentação saudável, praticar exercícios e manter o LDL controlado e, ainda assim, apresentar Lp(a) elevada.

Por que isso importa? Níveis elevados de Lp(a) estão associados a maior risco de aterosclerose, infarto e acidente vascular cerebral. Atualmente, recomenda-se medir a Lp(a) pelo menos uma vez na vida adulta. Valores a partir de 50 mg/dL (ou 125 nmol/L) são considerados fator de aumento do risco cardiovascular.

Uma Lp(a) elevada não significa que a pessoa terá um infarto. Ela significa que precisamos olhar o risco cardiovascular com mais atenção. Na prática, isso pode levar a uma estratégia mais rigorosa de controle do LDL-colesterol e dos demais fatores de risco.

A Lp(a) não substitui o colesterol tradicional. Ela acrescenta uma informação importante à história cardiovascular de cada paciente.
[24/08, 14:06] Luciana: “Mesmo com o LDL nos valores de referência e hábitos saudáveis, uma pessoa pode ter um risco cardiovascular aumentado por uma característica principalmente genética.”

Dra. Luciana Vieira
Cardiologista
CRMMG 26.571 - RQE 24.633



Direção e Editoria
Irene Serra