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Lipoproteína Lp(a)
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Dra. Luciana Vieira Machado Pereira
A lipoproteína Lp(a) não é simplesmente “mais um colesterol”. Ela acrescenta uma
informação sobre o risco cardiovascular que nem sempre aparece no lipidograma
convencional. As diretrizes de 2025–2026 da Sociedade Brasileira de Cardiologia
recomendam sua dosagem pelo menos uma vez na vida adulta.
Assim, a
lipoproteína(a) traz um novo olhar sobre o risco cardiovascular
A Lp(a),
é uma partícula semelhante ao LDL-colesterol, mas com uma característica
especial: seus níveis são determinados principalmente pela genética. Por isso,
uma pessoa pode ter alimentação saudável, praticar exercícios e manter o LDL
controlado e, ainda assim, apresentar Lp(a) elevada.
Por que isso
importa? Níveis elevados de Lp(a) estão associados a maior risco de
aterosclerose, infarto e acidente vascular cerebral. Atualmente, recomenda-se
medir a Lp(a) pelo menos uma vez na vida adulta. Valores a partir de 50 mg/dL
(ou 125 nmol/L) são considerados fator de aumento do risco cardiovascular.
Uma Lp(a) elevada não significa que a pessoa terá um infarto. Ela significa
que precisamos olhar o risco cardiovascular com mais atenção. Na prática, isso
pode levar a uma estratégia mais rigorosa de controle do LDL-colesterol e dos
demais fatores de risco.
A Lp(a) não substitui o colesterol tradicional.
Ela acrescenta uma informação importante à história cardiovascular de cada
paciente. [24/08, 14:06] Luciana: “Mesmo com o LDL nos valores de referência
e hábitos saudáveis, uma pessoa pode ter um risco cardiovascular aumentado por
uma característica principalmente genética.”
Dra. Luciana Vieira Cardiologista CRMMG 26.571 - RQE 24.633

Direção e Editoria
Irene Serra
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