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Sono e Coração: uma relação mais importante do que parece

Dra. Luciana Vieira Machado Pereira
Dormir bem não é apenas uma questão de disposição física e mental. O sono exerce
um papel fundamental na saúde cardiovascular, influenciando diversos mecanismos
hormonais e metabólicos do organismo.
A privação crônica do sono está
associada ao aumento da produção de cortisol, conhecido como o hormônio do
estresse, e à ativação persistente do sistema nervoso simpático. Como
consequência, ocorre elevação da pressão arterial, aumento da frequência
cardíaca e maior tendência à inflamação vascular. Além disso, noites mal
dormidas favorecem resistência à insulina, ganho de peso, alterações no
metabolismo da glicose e maior risco de diabetes tipo 2, fatores intimamente
ligados ao desenvolvimento das doenças cardiovasculares.
Entre os distúrbios
do sono, a apneia obstrutiva do sono merece destaque especial. Caracterizada por
interrupções repetidas da respiração durante o sono, ela provoca quedas nos
níveis de oxigênio sanguíneo e despertares frequentes, muitas vezes
imperceptíveis ao paciente. Atualmente, a apneia é considerada um importante
fator de risco emergente para doença arterial coronariana, arritmias,
insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral.
Por isso, cuidar da
qualidade do sono deve fazer parte das estratégias de prevenção cardiovascular,
ao lado de hábitos já consagrados, como alimentação saudável, atividade física
regular e controle dos fatores de risco tradicionais.
Dra. Luciana Vieira Cardiologista CRMMG 26.571 - RQE 24.633

Direção e Editoria
Irene Serra
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