01/12/2025
Ano 29
Semana 1.485




ARQUIVO
No compasso

do coração






Ressonância Magnética Cardíaca:
quando ela faz a diferença!



Dra. Luciana Vieira Machado Pereira


Você já ouviu falar da ressonância magnética do coração?

Esse exame é um dos métodos mais completos para investigar doenças cardiovasculares – ele permite “enxergar” o coração em movimento, avaliar a estrutura, a função e até os tecidos, sem uso de radiação.

Principais indicações:
Avaliar miocardiopatias (como a dilatada, hipertrófica ou infiltrativas, tipo amiloidose)

Investigar miocardites e cicatrizes de infarto

Estudar malformações congênitas complexas

Verificar a viabilidade do miocárdio antes de procedimentos de revascularização

Analisar pericárdio em casos de pericardite ou pericardite constritiva.

Contraindicações:
Pacientes com marcapasso não compatível, desfibriladores antigos, certos tipos de clipes cirúrgicos ou fragmentos metálicos podem impedir a realização o exame. Além disso, pessoas com claustrofobia importante podem ter dificuldade – embora existam alternativas para isso.

Limitações:
Apesar de extremamente detalhada, a ressonância tem custo mais alto, menor disponibilidade e depende de equipamentos modernos e equipes treinadas. Além disso, nem sempre substitui outros exames, como o ecocardiograma ou o cateterismo.

Em resumo:  
A RM cardíaca é uma ferramenta poderosa, mas deve ser usada no contexto clínico certo e com indicação precisa.

Consulte sua cardiologista e mantenha seus exames em dia.

Dra. Luciana Vieira Machado Pereira
Cardiologia
CRMMG 26.571 - RQE 24.633



Direção e Editoria
Irene Serra