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Medir é cuidar

Dra. Luciana Vieira Machado Pereira
Números na cardiologia não são apenas estatísticas — são ferramentas
essenciais para compreender, prevenir e tratar doenças cardiovasculares. A
prática cardiológica se apoia fortemente em valores objetivos: pressão arterial,
frequência cardíaca, fração de ejeção, níveis de colesterol, circunferência
abdominal, IMC, score de cálcio coronariano, entre muitos outros. Cada número
conta uma história sobre o risco, o prognóstico e a evolução do paciente.
A pressão arterial, por exemplo, é um dos marcadores mais poderosos. Saber
interpretar 120×80 mmHg ou 150×95 mmHg muda completamente a conduta e o risco
cardiovascular estimado. A frequência cardíaca também fala alto: valores
persistentemente acima de 90 bpm podem indicar estresse físico, condições
hormonais ou doenças subjacentes. Já a fração de ejeção, expressa em
porcentagem, traduz a capacidade de bombeamento do coração e impacta diretamente
o diagnóstico de insuficiência cardíaca.
No campo metabólico, colesterol
LDL, HDL, triglicerídeos e glicemia definem estratégias de prevenção e
determinam o grau de agressividade terapêutica. Mais recentemente, scores como o
CAC (Coronary Artery Calcium) e algoritmos de estratificação ajudam a
quantificar risco de forma precisa.
Em cardiologia, medir é cuidar. Os
números orientam decisões, monitoram resultados e permitem intervenções precoces
capazes de salvar vidas. Entender esses valores empodera médicos e pacientes a
caminharem juntos rumo a um coração mais saudável.
Entretanto, considerar
os números de forma isolada não é o ideal. Cifras, valores e números são dados
que complementam o quadro clínico. Assim, o dado numérico não deve ser avaliado
isoladamente e sim dentro da avaliação clínica daquele determinado paciente.
Dra. Luciana Vieira Machado Pereira Cardiologia CRMMG 26.571 - RQE 24.633

Direção e Editoria
Irene Serra
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