15/10/2016
Ano 20 - Número 1.002


 

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Luiz Carlos Amorim
em Expressão Poética

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Luiz Carlos Amorim



TRIBUTO A JÚLIO DE QUEIROZ, ESCRITOR MAIÚSCULO
 

Luiz Carlos Amorim, colunista - CooJornal

No mês de julho comemoramos o Dia do Escritor, no dia 25. E não dá pra pensar em escritores, sem lembrar do grande amigo e grande intelectual, grande homem, grande ser humano Júlio de Queiroz. O superlativo escritor nascido no Espírito Santo, mas catarinense por adoção, talvez o mais importante aqui da nossa Santa e bela, nos deixou. O céu o reivindicou para si.

O mês de maio deste ano de 2016 acabou triste, muito triste. Nosso grande amigo Júlio de Queiroz, um dos maiores escritores dos últimos tempos, foi tornar o andar de cima mais culto, mais alegre e cheio de poesia. O mês de julho, quando comemoramos o dia do escritor, já não o encontrou entre nós. Aquela alma generosa, aquela criatura doce, um dos homens mais cultos, mais inteligentes e mais sinceros, não nos receberá mais com aquele sorriso cativante, que nos abraçava e nos acarinhava.

As literaturas catarinense e brasileira ficam mais pobres sem a serenidade e o talento, sem o carisma e a aguçada visão de mundo e da vida, de Júlio. A sua acolhida, a sua amizade verdadeira, o carinho que não tinha vergonha de externar, farão muita falta.

Nossas reuniões das quinta-feiras, que aconteciam há tanto tempo, não têm mais razão de ser, porque Júlio não estará mais lá. Não é, Jairo, não é Rita, não é, Sérgio? Bebíamos do manancial de cultura e sabedoria daquele ser humano especial, único. Usufruíamos da amizade da uma criatura grandiosa, mas humilde, de uma simplicidade a toda prova.

Júlio era escritor – talvez o maior contista e o maior poeta dessa nossa terra, era filósofo e tradutor, um dos mais importantes tradutores de Shakespeare. Falava várias línguas, publicou cerca de trinta livros, de contos, de poesia, de ensaios, etc. Mas além de toda a cultura, além do intelectual, além do cultor da palavra, estava o homem, carismático, gentil, doce, que sabia do valor da vida, da amizade, da humanidade.

Muito triste a ausência de Júlio. Incomensurável a lacuna que aquele ser iluminado deixa nas vidas de todos os seus amigos, que não eram poucos. Ainda bem que a obra, monumental obra-prima dele, é imortal. E ele continuará vivo em sua literatura e em nossos corações.



(15 de outubro/2016)
CooJornal nº 1.002


Luiz Carlos Amorim,
escritor, poeta e editor
Coordenador do Grupo Literário A ILHA
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