|

15/12/2013
Ano 16 - Número 870

Seja um
"Amigo da Cultura"


ARQUIVO AMORIM

Luiz Carlos Amorim
em Expressão Poética

|
|
Luiz Carlos Amorim
LIVRO, LEITURA, LITERATURA E BIBLIOTECAS |
 |
Uma Lei do Livro já existia, no Brasil, desde 2003. Tinha o
número 10.753 e o objetivo era instituir a Política Nacional do Livro e da
leitura no país, sendo que uma de suas diretrizes mais importantes era, segundo
o Art. 1º Inciso I, "assegurar ao cidadão o pleno exercício do direito de acesso
e uso do livro”, assim como também fomentar e apoiar a produção, a edição, a
difusão, a distribuição e a comercialização do livro; estimular a produção
intelectual dos escritores e autores brasileiros tanto de obras científicas como
culturais; promover e incentivar o hábito da leitura; instalar e ampliar no País
livrarias, bibliotecas e pontos de venda do livro.”
Não foi bem o que aconteceu nos anos seguintes e, em 2011, a presidente Dilma
assinou o decreto 7559, que criava o PNLL – Plano Nacional do Livro e da
Leitura, que consistia em “estratégia permanente de planejamento, apoio,
articulação e referência para a execução de ações voltadas para o fomento da
leitura no País.” O objetivo do decreto, tendo em vista o disposto nos arts. 1º,
13 e 14 da Lei nº 10.753, era “a democratização do acesso ao livro; a formação
de mediadores para o incentivo à leitura; a valorização institucional da leitura
e o incremento de seu valor simbólico e o desenvolvimento da economia do livro
como estímulo à produção intelectual e ao desenvolvimento da economia nacional.”
E tanto a lei quanto o decreto vigoraram a partir de suas publicações, mas nem
uma nem outra tiveram o cumprimento que deveriam. Tanto, que no dia primeiro de
outubro deste ano aconteceu uma audiência pública sobre políticas públicas de
incentivo ao livro e à leitura, em Brasília, promovida pela Comissão de
Educação, na Câmara dos Deputados. O evento discutiu a construção de uma
política de Estado para o livro, leitura, literatura e biblioteca, que
institucionalize o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), o Fundo Setorial
Pró-Leitura e o Instituto Nacional de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas.
Isso foi o resultado de uma oficina que aconteceu nos dias 30 de setembro e 1º
de outubro e que teve a audiência pública como parte integrante da agenda. O
evento foi promovido pelo Ministério da Cultura (MinC), órgão governamental
responsável pela proposta de construção de uma política de Estado para o livro e
a leitura, em parceria com o Ministério da Educação (MEC).
A respeito da criação do Fundo Setorial Pró-Leitura e do Instituto Nacional do
Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, a promessa é que o primeiro servirá
para financiar e o segundo, para executar, de forma mais específica, a política
de Estado para o setor do livro e leitura.
Será que agora a coisa vai? Muita promessa, lei, decreto, etc., já foram feitos
para incentivar o hábito da leitura e melhorar o acesso ao livro, mas nem tudo
se cumpre. Então esperemos que realmente venha a existir uma política do livro e
da leitura e que o PNLL, Fundo Pró-Leitura e o Instituto Nacional do Livro,
Leitura e Bibliotecas funcionem e realmente mostrem a que vieram. Precisamos,
não é de hoje, que o acesso ao livro seja mais fácil, precisamos que haja mais
incentivo para a leitura, precisamos que a escola tenha mais espaço no conteúdo
programático para trabalhar a leitura. Simplesmente porque a leitura é que
possibilita nosso acesso à instrução, à cultura, à educação, a qualificação para
que se possa ter qualidade de vida.
(15 de dezembro/2013)
CooJornal nº 870
Luiz Carlos
Amorim,
escritor, poeta e editor
Coordenador do
Grupo
Literário A ILHA
Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br
lc.amorim@ig.com.br
www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-037.htm
www.riototal.com.br/expressao-poetica/luizcarlos_amorim.htm
Http://luizcarlosamorim.blogspot.com
Florianópolis, SC
Direitos Reservados

|
|