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18/10/2013
Ano 16 - Número 862

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"Amigo da Cultura"


ARQUIVO AMORIM

Luiz Carlos Amorim
em Expressão Poética

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Luiz Carlos Amorim
O CRESCIMENTO DO LIVRO DIGITAL NO BRASIL
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A Câmara Brasileira do livro divulgou, recentemente, que a venda de livros
digitais – e-books – teve um incremento de 350%, entre 2011 e 2012, embora
mesmo com todo este crescimento, isso represente apenas um por cento do
faturamento do mercado livreiro.
Pouco mais da metade das editoras brasileiras – que não são tantas assim,
diga-se de passagem – já aderiram ao livro digital e publicam também nessa
plataforma, vendendo os e-books em lojas virtuais próprias ou em lojas
tradicionais deste tipo de publicação, que aportaram no Brasil apostando nesta
nova maneira de ler, neste novo nicho.
Até porque o Brasil é um mercado em potencial para o livro digital, uma vez que
o formato está começando a se popularizar. E se considerarmos que os smartfones
e os tablests já são muito populares – já existe mais de um bilhão de telefones
multimídia em uso no país, além da grande quantidade de tablets e notebooks –
basta que apenas uma parte dos proprietários desses aparelhos compre algum
livro eletrônico para ler neles que a venda dos mesmos dispare.
É fato que a maioria das pessoas que têm um tablet ou um smartfone nem sabe que
pode ler um livro neles, tamanha é a quantidade de opções de uso para eles, mas
aí deve entrar o marketing das editoras e dos livreiros.
A verdade é que os e-books brasileiros estão muito caros. O livro impresso,
tradicional, sempre foi um produto caro. E livro digital, que dispensa a
impressão, deveria sair muito mais barato que a versão em papel, já que
dispensa todo um custo industrial – mão-de-obra, matéria prima, equipamentos,
logística de distribuição, etc. No entanto, não é o que vem acontecendo, aqui
no Brasil. O preço de alguns livros digitais se aproxima muito do preço da
versão tradicional, impressa em papel.
A desculpa para a aproximação do preço do e-book brasileiro com o preço do
livro impresso é que o e-book não traria apena o texto, ele pode agregar sons,
imagens, links para complementação da leitura. E a produção disso seria um
tanto elevada. Eu, particularmente, prefiro um livro com o velho e bom texto,
para que eu recrie um romance com a minha imaginação e criatividade, partindo
do que o autor me oferece. Não quero um monte de entulho e penduricalhos dentro
do meu livro. Acho, sim, que o recurso é muito bom para livros infantis, embora
pense que também as crianças merecem exercitar a sua imaginação na recriação de
uma fábula ou um conto. E nos livros didáticos e técnicos, aí sim os
complementos viriam bem a calhar.
Então o livro digital pode crescer, sim, mas por mais que cresça, o certo é que
ele vai conviver harmoniosamente com o livro impresso, pois por muito e muito
tempo aquele livro tradicional, que a gente pode folhear, manusear, que não
exige nada para poder ser lido, a não ser a luz, continuará soberano.
(18 de outubro/2013)
CooJornal nº 862
Luiz Carlos
Amorim,
escritor, poeta e editor
Coordenador do
Grupo
Literário A ILHA
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