16/08/2013
Ano 16 - Número 853


 

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ARQUIVO AMORIM

Luiz Carlos Amorim
em Expressão Poética

 

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Luiz Carlos Amorim


UMA “MÉDICA” QUE NÃO SALVA VIDAS

 

Luiz Carlos Amorim, colunista - CooJornal

A televisão deu o resultado do processo de investigação sobre o caso da “médica” do Samu que negou atendimento a um paciente em Itajaí: a polícia decidiu que ela não omitiu socorro a Sacha, que morreu, por ter chegado ao hospital tarde demais, levado pela família.

Conforme foi mostrado inúmeras pela TV, a médica se recusava a falar com a esposa do homem que morreu e que ligara para o Samu pedindo uma ambulância, porque ela estava desesperada, chorando e gritando ao telefone. Disse que ia desligar, se uma outra pessoa não falasse com ela, pois ela não falava com “psicopatas”. A esposa de Sacha desligou e ligou depois, mais calma, insistindo no pedido de atendimento, mas a “médica” disse que não podia enviar a única ambulância do Samu, pois a cidade toda não podia ficar sem veículo para atender apenas uma pessoa. E não é para isso que a ambulância está lá? Para atender um paciente que estava mal, tendo um infarto, como Sacha, que veio a falecer pela omissão de socorro?

A obrigação da “médica” de plantão era conversar com a pessoa ao telefone, que estava em pânico, até que ela se acalmasse para explicar o que estava acontecendo. Não foi o que aconteceu e, mesmo a senhora voltando a ligar mais calma, a “médica” insistiu em que arrumassem uma condução para levar o doente até o hospital mais próximo.

Aliás, o nome da tal “médica” não foi revelado. Por que toda essa proteção? O advogado afirma que ela seguiu todos os passos do atendimento e que não houve omissão. Será que ele acha que ninguém entendeu a gravação do atendimento dela ao telefone, quando a esposa de Sacha ligou pedindo ajuda? Está tudo lá, palavra por palavra, não há o que negar.

O que aconteceu não é nem omissão de atendimento, tem outro nome, pois uma pessoa morreu, apenas porque uma patricinha arrogante não estava num dos seus melhores dias. Não preciso dizer que nome se dá a isso, preciso?

Agora o processo vai para o Ministério Público. Espero que se faça justiça. Porque já chega de impunidade, já chega de maus exemplos, péssimos exemplos que nunca têm o castigo que merecem.


(16 de agosto/2013)
CooJornal nº 853



Luiz Carlos Amorim,
escritor, poeta e editor
Coordenador do Grupo Literário A ILHA
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