05/07/2013
Ano 16 - Número 847


 

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ARQUIVO AMORIM

Luiz Carlos Amorim
em Expressão Poética

 

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Luiz Carlos Amorim


DE ANIMAIS E DE HUMANIDADES

 

Luiz Carlos Amorim, colunista - CooJornal

Lembram daquele vídeo do menino de dois ou três anos que se recusa a comer polvo que a sua mãe lhe oferece, por que “não se deve comer animais”? Pois então, ele não só não comeu, justificando repetidas vezes que “são os animais, mamãe”, como fez a mãe chorar, emocionada pela reação do filho. Quem dera todas as crianças fossem levadas a ter essa consciência no que diz respeito à preservação da vida, a nossa e a dos animais, de qualquer ser vivo, enfim. Alguém me enviou uma mensagem pedindo que eu escrevesse uma crônica a respeito e eu acabei não escrevendo, mas hoje, vendo outro vídeo, não resisti.

Acabo de ver um vídeo que vou chamar de “Comporte-se como uma criança e aja como um cão”. Um menino especial, de mais ou menos dois anos, talvez três, não dá pra ver direito, pois ele não se levanta do chão, dá a impressão de que ele não anda, está perto de um labrador. Está sentado na calçada e começa a se aproximar do labrador, maior do que ele. Quando o menino percebe que o cão também começa a se aproximar dele, ele começa a se esquivar. O cão tenta deitar a sua cabeça nas pernas dele e ele se afasta, o cão chega mais e estende a pata e o menino a afasta e continua a se afastar. O cão chega mais perto e rola no chão, estendendo a pata para mais perto do menino. O menino vai se afastando até encostar na parede. O cão senta e, sentado, fica quase mais alto que o menino que também está sentado. Coloca a pata no ombro do menino e ele tenta tirá-la, afastando-se de novo. O labrador deita no chão de novo e fica de barriga pra cima, rola e estende as patas para o menino e ele as afasta de novo. Mas o cão insiste, põe as patas em cima das pernas dele de novo e o menino acaba passando a mão na cabeça dele, abraçando-o em seguida.

O cão não desistiu, insistiu até o menino aceitar o seu carinho. Se existe poesia nos gestos, esse é o maior poema que uma imagem pode compor. Mais uma vez um cão nos mostra que nós, humanos, temos muito a aprender com ele. Que um cão pode nos ensinar humanidades, sim, por que não?



(05 de julho/2013)
CooJornal nº 847



Luiz Carlos Amorim,
escritor, poeta e editor
Coordenador do Grupo Literário A ILHA
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lc.amorim@ig.com.br
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