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20/04/2012
Ano 15 - Número 783

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"Amigo da Cultura"


ARQUIVO AMORIM

Luiz Carlos Amorim
em Expressão Poética

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Luiz Carlos Amorim
A EDUCAÇÃO BRASILEIRA E O ENSINO MÉDIO
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O Ministério da Educação
homologou, no início deste ano, novas diretrizes curriculares para o ensino
médio. São 23 artigos que ocupam 50 páginas, que “sugerem” às escolas que
enquadrem seus currículos em quatro dimensões: trabalho, ciência, tecnologia e
cultura, mas sem desobedecer a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, onde
estão fixadas as disciplinas obrigatórias. Aí a coisa já fica um tanto quanto
redundante: se as matérias obrigatórias têm de ser observadas, porque
inventaram as tais dimensões? Essas matérias obrigatórias já deveriam estar
enquadradas nessas quatro dimensões aventadas nas novas diretrizes.
Fui procurar na Lei de Diretrizes e bases da Educação, no site do MEC, a
relação das tais disciplinas obrigatórias e não encontrei. Tive que juntar
cacos lá e cá, mais as disciplinas mais recentes incluídas pelo MEC, como
Sociologia, Filosofia e História Geral, para chegar às treze finais: as três
já citadas, mais Língua Portuguesa, Língua Estrangeira, Literatura,
Matemática, Física, Química, Biologia, História, Geografia, Educação Física.
As novas diretrizes querem deixar a escola mais atraente para os estudantes,
com a ideia de inserir conteúdos relacionados às quatro dimensões inventadas.
De novo: o MEC quer que as escolas é que mexam no conteúdo programático das
disciplinas obrigatórias? Estão transferindo a responsabilidade do Ensino
Médio, simplesmente, para as escolas públicas, largadas ao Deus dará do jeito
que estão?
Seria absurdo querer que as escolas aumentem conteúdos, sem diretrizes muito
claras, já que muitas delas não conseguem dar nem todas aquelas disciplinas
que são obrigatórias.
As “novas” diretrizes podem ser muito bonitinhas e ter boas intenções, mas é
só palavreado, infelizmente não vai melhorar em nada o ensino médio que, como
os outros, fundamental e superior, estão cada vez piores no Brasil.
A educação brasileira, o ensino público precisa de mais atenção, de mais
planejamento, de estrutura, de renovação. Sem o que a falência para a qual ela
está sendo encaminhada, não é de hoje, é inevitável.
(20 de abril/2012)
CooJornal nº 783
Luiz Carlos
Amorim,
escritor, poeta e editor
Coordenador do
Grupo
Literário A ILHA
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lc.amorim@ig.com.br
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